03/19/2026 | Press release | Distributed by Public on 03/19/2026 15:17
Washington, D.C., 19 de março de 2026 (OPAS) - A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) divulgou hoje seu Relatório Anual de 2025, destacando avanços importantes em segurança em saúde, eliminação de doenças, transformação digital e fortalecimento dos sistemas de saúde em toda a região das Américas.
O relatório, disponível em formato digital e intitulado Impulsionando a inovação, gerando impacto, documenta como a colaboração regional e a cooperação técnica contínua têm ajudado os países a enfrentar desafios de saúde tanto antigos quanto emergentes.
"O ano de 2025 testou a resiliência dos sistemas de saúde e da cooperação internacional", afirmou o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, no relatório. "Em um contexto de redução do financiamento para a saúde internacional, a Organização Pan-Americana da Saúde demonstrou mais uma vez aquilo que vem mostrando há mais de 120 anos: sua capacidade de se adaptar, entregar resultados e promover a saúde para todas as pessoas nas Américas".
Apesar de um cenário de saúde pública complexo e em constante evolução, a OPAS continuou trabalhando com os Estados Membros para fortalecer os sistemas de saúde, ampliar o acesso aos serviços e responder a ameaças emergentes. Entre os destaques:
O relatório também destaca retrocessos, incluindo a perda do status de eliminação do sarampo na Região das Américas após a reintrodução da transmissão no Canadá. Mais de 14 mil casos confirmados e 30 mortes foram registrados em 13 países, afetando de forma desproporcional populações indígenas e evidenciando a necessidade de manter altas coberturas vacinais, vigilância robusta e resposta rápida a surtos.
A segurança em saúde permaneceu como foco central do trabalho da OPAS em 2025. O sistema regional de vigilância da Organização analisou 2,1 milhões de sinais relacionados a possíveis ameaças à saúde, resultando na detecção de 157 eventos de saúde pública nas Américas. Esse sistema permite que os países identifiquem e respondam rapidamente a ameaças emergentes.
A OPAS apoiou os países na resposta a surtos de doenças infecciosas, incluindo febre amarela, dengue e o vírus Oropouche, além de desastres naturais como o furacão Melissa no Caribe.
"A segurança em saúde está no nosso DNA", afirmou Jarbas Barbosa. "A OPAS foi criada para compartilhar informações, com base na transparência, e para oferecer uma plataforma onde os países possam se reunir e coordenar melhor seus esforços para conter surtos e epidemias."
A OPAS, a organização internacional de saúde pública mais antiga do mundo, fundada em 1902 e que atende 35 Estados Membros e mais de 1 bilhão de pessoas, mobilizou 552 milhões de dólares em contribuições voluntárias no biênio 2024 - 2025 (até 31 de dezembro de 2025) - um aumento de 111% em comparação com os níveis pré-pandemia de 2019 - ao mesmo tempo em que ampliou suas parcerias.
"Diversificamos nossas fontes de financiamento, ampliamos nossas parcerias e demonstramos que podemos oferecer cooperação técnica de alta qualidade com maior eficiência", destacou o Jarbas Barbosa. "Junto com nossos parceiros e os governos que atendemos, continuaremos avançando na saúde e no bem-estar de todas as pessoas nas Américas", concluiu.