07/08/2026 | Press release | Distributed by Public on 07/08/2026 12:48
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, afirmou que a Cimeira da NATO, realizada em Ancara, nos dias 7 e 8 de julho, confirmou a unidade da Aliança Atlântica, reforçou a relação transatlântica e consolidou o compromisso dos aliados com o aumento do investimento em defesa, num contexto de crescente instabilidade internacional.
No final da reunião, Luís Montenegro considerou que a cimeira foi "bem-sucedida", destacando e o compromisso comum dos parceiros europeus, do Canadá e dos Estados Unidos com o reforço do investimento em defesa. Este reforço permitirá aumentar a capacidade da NATO para responder aos desafios de segurança.
Segundo o Primeiro-Ministro, este esforço conjunto permitirá reforçar a defesa coletiva e assegurar o apoio onde ele é mais necessário, "no caso concreto da nossa realidade atual, no apoio à Ucrânia".
Luís Montenegro reiterou ainda a importância de a NATO manter uma visão de 360 graus da segurança, dando especial atenção ao flanco sul e à segurança marítima, incluindo a proteção das infraestruturas críticas, como os cabos submarinos que asseguram a ligação entre a Europa e a América do Norte.
O Primeiro-Ministro destacou ainda que a declaração final da cimeira reconhece a indústria de defesa como um eixo estratégico para todos os aliados, valorizando o papel das pequenas e médias empresas.
Na perspetiva de Portugal, o reforço do investimento nesta área deve também contribuir para impulsionar a inovação, o desenvolvimento tecnológico, a criação de emprego qualificado e a competitividade da economia.
Portugal recebe elogio da NATO
Luís Montenegro revelou que Portugal recebeu um "comentário muito positivo", do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, relativamente à fiabilidade dos compromissos assumidos pelo país.
O Primeiro-Ministro recordou que Portugal ultrapassou, em 2025, pela primeira vez desde 2014, a meta de investir 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa, o que representou um aumento de 38% face ao ano anterior.
O Governo prevê agora elevar o investimento agregado para cerca de 3,1% do PIB em 2026, incluindo a despesa em defesa e investimentos com aplicação simultânea nas áreas civil e militar, mantendo a trajetória acordada com os aliados.
Apoio à Ucrânia
Portugal voltará a igualar, em 2026, o apoio militar e financeiro concedido à Ucrânia nos dois anos anteriores e participará no Programa de Apoio à Defesa Antiaérea daquele país, com uma contribuição de cerca de 50 milhões de euros.
Para Luís Montenegro, o apoio à Ucrânia continua a ser essencial para a segurança coletiva e para a defesa dos valores democráticos partilhados pelos aliados.