O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, escreveu esta tarde na rede social X que
o memorando de entendimento de Islamabad - que está a ser negociado entre os Estados Unidos e o Irão e que deverá prolongar o cessar-fogo em vigor - "nunca esteve tão próximo" de ser assinado. O responsável iraniano acrescentou que os detalhes serão partilhados "na devida altura", sublinhando que, "enquanto se aguarda a finalização [do entendimento], os meios de comunicação social devem abster-se de lançar especulações sobre o seu conteúdo".As declarações do responsável político chegam depois de
Donald Trump, Presidente norte-americano, ter anunciado na quinta-feira que um acordo de paz com o Irão iria ser assinado dentro de pouco tempo.
De acordo com a Bloomberg, que citou fontes de altos representantes do G7, desta vez a assinatura pode realmente avançar. Segundo as mesmas fontes, a assinatura deste memorando pode acontecer
já no domingo em Genebra, na Suíça, antes de arrancar o encontro anual do grupo das sete economias mais desenvolvidas do mundo.Muito se tem especulado sobre qual o conteúdo do documento que poderá estar prestes a ser firmado, sendo que a mais recente informação aponta para um
prolongar do cessar-fogo em vigor por mais 60 dias, para permitir que Washington e Teerão cheguem a um entendimento sobre o
programa nuclear iraniano - um dos pontos que tem causado maior discórdia entre as partes. De acordo com a agência de notícias iraniana Mehr News, o rascunho do acordo que estará a ser discutido - um documento de 14 páginas - inclui o levantamento das sanções norte-americanas sobre o petróleo iraniano em troca da reabertura do estreito de Ormuz.Entretanto, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, escreveu na mesma rede social que "os iranianos
não vão receber dinheiro nenhum, e não estão a ser libertados fundos apenas por assinarem um acordo ou por participarem numa reunião".
Vance apontou ainda para "muitas informações falsas sobre um potencial acordo para reabrir o estreito [de Ormuz] e pôr fim ao programa de armas nucleares do Irão". De acordo com a estrutura do acordo, se o Irão cumprir as suas obrigações, "então os benefícios económicos irão para eles e para toda a região", concluiu o republicano na mesma publicação.