Federal Government of Brazil

02/11/2026 | Press release | Distributed by Public on 02/11/2026 14:53

Alckmin lembra a senadores que redução tarifária do acordo Mercosul-UE será gradual

Reforçar a articulação entre Executivo e Legislativo para acelerar a tramitação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia no Congresso Nacional foi o objetivo da reunião realizada nesta quarta-feira (11/2) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, com os senadores Nelsinho Trad (PSD/MS) e Tereza Cristina (PP/MS). Durante o encontro, foram alinhadas as estratégias do Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal para acompanhamento da implementação. A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, também esteve no encontro.

O encontro integrou a articulação entre Executivo e Legislativo para assegurar acompanhamento técnico da implementação do acordo, considerado estratégico para ampliar o acesso do Brasil a um dos maiores mercados consumidores do mundo. O vice-presidente manifestou otimismo quanto à aprovação do acordo pela Câmara dos Deputados até o fim de fevereiro.

Durante a reunião, Alckmin contextualizou a dimensão econômica do acordo:

"Estamos falando do maior acordo entre blocos do mundo, com um mercado de 22 trilhões de dólares e 720 milhões de pessoas. É uma enorme oportunidade de vender produtos brasileiros, agregar valor e atrair investimento. Comércio exterior é emprego e renda", destacou.

O vice-presidente também explicou que o acordo prevê cronogramas graduais de desgravação tarifária, permitindo adaptação dos setores produtivos nacionais às novas condições de mercado e garantindo mecanismos de salvaguarda, que podem ser acionados caso necessário.

"A desgravação é lenta, não é imediata. Na maior parte dos casos, a eliminação do imposto de importação ocorrerá ao longo de dez anos, podendo ir a 18 anos, como no caso de veículos eletrificados. Estamos trabalhando juntos para assegurar todas as salvaguardas necessárias", garantiu.

De acordo com a Secex, os instrumentos previstos para lidar com eventuais desafios associados à implementação incluem o capítulo de salvaguardas bilaterais, as salvaguardas de investimentos para o setor automotivo, as regras de defesa comercial, como antidumping e medidas compensatórias, o mecanismo de reequilíbrio das concessões comerciais e o capítulo de solução de controvérsias.

O longo prazo de transição até a implementação completa foi negociado considerando as sensibilidades de setores produtivos brasileiros, tanto do agro quanto da indústria.

A senadora Tereza Cristina avaliou que, embora o acordo represente avanço estrutural para o Brasil e amplie a inserção internacional do agronegócio, alguns segmentos exigem atenção específica.

"O acordo eleva a régua e será bom para o Brasil no médio prazo. Precisamos trabalhar para que segmentos que possam vir a ter problemas não sejam fortemente atingidos", disse.

Já o senador Nelsinho Trad ressaltou que o texto encaminhado ao Congresso Nacional não comporta emendas, cabendo ao Parlamento aprová-lo ou rejeitá-lo. Diante disso, explicou que foi estruturado um grupo de trabalho técnico para acompanhar a fase de implementação.

"O que se tem que fazer é votar sim ou votar não. Não dá mais para emendar. Por isso criamos um grupo de trabalho envolvendo técnicos legislativos e consultores para mitigar qualquer situação sensível que possa surgir durante a implementação", afirmou.

Segundo o senador, a iniciativa busca oferecer suporte técnico ao Parlamento durante a tramitação e garantir que o processo ocorra com segurança jurídica e equilíbrio institucional.

Os participantes destacaram que a coordenação entre governo federal e Congresso Nacional será determinante para assegurar que o acordo avance com responsabilidade, proteção aos setores estratégicos e pleno aproveitamento das oportunidades de mercado para o Brasil.

Grupo de Trabalho na CRE

No Senado, o acordo vem sendo acompanhado por um Grupo de Trabalho no âmbito da Comissão de Relações Exteriores (CRE), presidida pelo senador Nelsinho Trad. O GT analisa os 23 capítulos e anexos do tratado, avaliando impactos regulatórios, prazos de desgravação e cláusulas que ampliam a segurança jurídica, como a cláusula de "standstill", que impede aumento de tarifas acima da alíquota-base.

Federal Government of Brazil published this content on February 11, 2026, and is solely responsible for the information contained herein. Distributed via Public Technologies (PUBT), unedited and unaltered, on February 11, 2026 at 20:53 UTC. If you believe the information included in the content is inaccurate or outdated and requires editing or removal, please contact us at [email protected]