Governo do Estado do Pará

04/08/2026 | Press release | Distributed by Public on 04/08/2026 05:31

Juruti fortalece bioeconomia com conquista de laboratório de bio-óleos e manteigas

BIOECONOMIA

Juruti fortalece bioeconomia com conquista de laboratório de bio-óleos e manteigas

No Baixo Amazonas, a estrutura integra acordo de cooperação entre a Semas e a Alcoa, por meio do Regulariza Pará, e amplia o protagonismo comunitário

Por Arthur Sobral (SEMAS)
08/04/2026 07h59
Juruti amplia sua capacidade de transformar insumos naturais em produtos com maior valor comercial e sustentável

O município de Juruti, no Baixo Amazonas, avançou no fortalecimento da bioeconomia com a conquista do laboratório BioJuruti, voltado à extração de óleos e manteigas vegetais a partir de matérias-primas da biodiversidade amazônica. Implantada no Distrito de Castanhal, na zona rural do município, a estrutura amplia a capacidade de beneficiamento de produtos como cupuaçu, tucumã, castanha, buriti, patauá e andiroba, agregando valor à produção local, incentivando a geração de renda e reforçando um modelo de desenvolvimento baseado no uso sustentável da floresta.

A entrega faz parte do acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) e a Alcoa, por meio do programa Regulariza Pará. A iniciativa também reúne a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Cooperativa Agroindustrial de Castanhal e Planalto (COOCALP), o Instituto Sustentabilidade da Amazônia com Ciência e Inovação (ISACI) e a Prefeitura de Juruti, em uma articulação que conecta ciência, inovação, organização comunitária e fortalecimento territorial.

Evento de entrega do BioJuruti, iniciativa alinhada ao Plano Estadual de Bioeconomia, lançado pelo Governo do Pará em 2022

Com investimento de R$ 2,3 milhões, o laboratório foi estruturado para fortalecer cadeias produtivas já existentes na região e abrir novas oportunidades para agricultores e extrativistas locais. O projeto seguirá com apoio técnico da UFPA até o fim de 2027, quando a cooperativa passará a assumir a liderança da iniciativa.

Para o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, o projeto mostra a força de uma construção coletiva baseada em cooperação e protagonismo local. "O projeto reúne comunidade, sociedade civil, iniciativa privada, universidade, poder público municipal e poder público estadual, e essa é a receita do sucesso. Cada um teve uma importância fundamental na cadeia de planejamento e implementação do projeto", afirmou.

Secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Bastos, mostra a força de uma construção coletiva

Rodolpho destacou ainda que o diferencial da iniciativa em Juruti está no protagonismo da própria comunidade em todas as etapas do processo produtivo. "Muitas vezes, em projetos de bioeconomia, a comunidade participa apenas fornecendo a matéria-prima. Aqui em Juruti, não. O protagonismo comunitário é do início ao fim. Vocês trabalham a matéria-prima e produzem a partir dela. O diferencial desse projeto é justamente esse: garantir autonomia e protagonismo completo para a comunidade", ressaltou.

O BioJuruti está alinhado ao Plano Estadual de Bioeconomia, lançado pelo Governo do Pará em 2022, e reforça a estratégia de promover desenvolvimento socioeconômico com base no uso sustentável dos ativos da sociobiodiversidade. Na prática, o laboratório representa uma estrutura capaz de transformar matérias-primas regionais em produtos de maior valor agregado, fortalecendo a economia local e ampliando as oportunidades para as comunidades.

Diretor financeiro da COOCALP, Jackson Lima ressaltou que o principal impacto do projeto está no benefício direto aos agricultores da comunidade. "A COOCALP, junto com o ISACI, executou esse projeto, mas o maior beneficiário são os nossos agricultores. É um projeto voltado para os cooperados do Distrito de Castanhal. Nós temos várias sementes que seriam descartadas na natureza e que hoje geram renda para dentro da comunidade", disse.

Na avaliação do professor Ney Oliveira, do ISACI, o laboratório simboliza o resultado concreto de uma articulação bem construída entre instituições e território. "O BioJuruti é a demonstração de que uma articulação bem feita consegue transformar ações em projetos de impacto. E deu certo porque a gente está falando de territorialidade da ciência e das relações construídas dentro do laboratório", afirmou.

Professor do NUMA/UFPA, Otávio do Canto destacou a importância da união entre instituições e comunidades para transformar o potencial natural em oportunidade econômica. "Eu agradeço imensamente a todas as instituições e pessoas que acreditaram no nosso sonho e o transformaram em realidade. Mas nada é tão concreto quanto transformar recursos naturais como castanha, buriti, andiroba, tucumã e tantos outros em renda para a comunidade do distrito de Castanhal", enfatizou.

A entrega do laboratório também representa um avanço na estratégia de desenvolvimento territorial de Juruti, ao estimular iniciativas que mantêm a floresta em pé e geram valor a partir dos recursos da região. Com a nova estrutura, o município amplia sua capacidade de transformar insumos da biodiversidade em produtos com maior valor comercial, fortalecendo uma agenda que une sustentabilidade, inclusão produtiva e inovação.

"Nosso objetivo é contribuir para que Juruti se desenvolva de forma sustentável, com a valorização dos saberes gerados na Amazônia, gerando oportunidades e qualidade de vida para a população e construindo um legado de excelência para as gerações futuras", afirmou Pamella De-Cnop, diretora de Sustentabilidade da Alcoa.

O projeto teve o apoio fundamental do poder público municipal. "Juruti recebe hoje um investimento que fortalece nossa vocação para a bioeconomia e valoriza quem vive e produz no território. É uma entrega que gera oportunidade, renda e desenvolvimento com responsabilidade ambiental para as comunidades, destacou Lucidia Batista, prefeita de Juruti.

A perspectiva é que o laboratório atue como catalisador de novas oportunidades para a bioeconomia local, inclusive em conexão com outras frentes de beneficiamento e comercialização. Ao reunir setor público, universidade, cooperativa, iniciativa privada e instituições de apoio, o BioJuruti se consolida como exemplo de ação integrada voltada ao desenvolvimento sustentável no interior da Amazônia.

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