07/08/2026 | Press release | Distributed by Public on 07/08/2026 06:48
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, defendeu que a NATO deve salvaguardar os interesses nacionais na segurança marítima do Atlântico, destacando que Portugal está a cumprir os compromissos assumidos e tem reforçado o investimento em defesa.
À chegada à Cimeira da NATO, em Ancara, na Turquia, Luís Montenegro afirmou que Portugal "está à altura da sua responsabilidade enquanto parceiro" e que a segurança marítima é uma prioridade estratégica, numa área em que o país tem reforçado o seu contributo para a defesa do território nacional e para a segurança coletiva da Aliança. O Primeiro-Ministro sublinhou ainda a importância da centralidade atlântica para Portugal.
Portugal terminou 2025 com um investimento em defesa correspondente a 2,01% do Produto Interno Bruto (PIB), ultrapassando, pela primeira vez desde 2014, a meta de 2% acordada entre os aliados. "Estamos numa trajetória de cumprimento", afirmou Luís Montenegro, recordando a participação portuguesa em missões da NATO na Roménia, Eslováquia e Lituânia.
Reforço da Defesa e apoio à Ucrânia
Segundo o Primeiro-Ministro, a cimeira deverá dar continuidade ao reforço do pilar europeu da NATO e aos compromissos de investimento em defesa assumidos pelos aliados. Os chefes de Estado e de Governo deverão ainda reafirmar a unidade da Aliança e o compromisso com o artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte, que consagra o princípio da defesa coletiva.
O reforço do apoio militar, político e económico à Ucrânia integra igualmente as prioridades da reunião. Luís Montenegro defendeu que esse compromisso deve continuar a traduzir-se em apoio concreto no terreno.
Integridade territorial dos aliados
À margem da cimeira, Luís Montenegro manifestou-se ainda convicto de que a integridade territorial da Dinamarca "não está em causa", na sequência das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Gronelândia.
O Primeiro-Ministro manifestou a solidariedade de Portugal com a Dinamarca e defendeu que o princípio da integridade territorial deve ser respeitado por todos os Estados-Membros da NATO. "Se o fazemos num contexto externo, é óbvio que, em primeiro lugar, devemos salvaguardá-lo também no contexto interno", reforçou.