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09/30/2026 | Press release | Distributed by Public on 09/30/2026 18:16

ZERO quer testar fim do gás fóssil na produção elétrica já em 2035

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ZERO quer testar fim do gás fóssil na produção elétrica já em 2035
30/09/2026 21:13

Portugal deve estudar se consegue deixar de usar gás natural fóssil para produzir eletricidade já em 2035, cinco anos antes do prazo previsto na Lei de Bases do Clima, defende a ZERO, que quer ver esse cenário incluído na futura Estratégia Nacional de Armazenamento de Energia. A proposta de estratégia, cuja consulta pública termina esta quarta-feira, mantém nos cenários analisados cerca de 2.880 MW de centrais a gás disponíveis em 2040. Em algumas simulações, este combustível continua a assegurar aproximadamente 5% da eletricidade consumida nesse ano. Para a associação ambientalista, falta perceber se essa capacidade pode ser substituída por armazenamento, mais produção renovável, interligações e uma gestão mais flexível da procura. A Lei de Bases do Clima aponta para o fim da utilização de gás natural de origem fóssil na produção elétrica a partir de 2040, desde que esteja garantida a segurança do abastecimento. A ZERO defende que a nova estratégia deve testar a possibilidade de antecipar a meta para 2035, incluindo anos secos, vários dias consecutivos com pouco vento e sol ou períodos em que Portugal e Espanha enfrentem simultaneamente menor produção renovável. "Não basta, portanto, assumir que será necessário manter as atuais centrais a gás", sustenta a associação. A comparação deverá calcular quanto armazenamento adicional seria necessário, os custos de investimento e operação, o impacto na fatura dos consumidores e a capacidade de responder à procura em todas as horas do ano. O plano em discussão prevê, em 2030, cerca de 3,9 GW de bombagem hidroelétrica e 3 GW de baterias, valores que em 2040 sobem para 5,26 GW e 4,5 GW. O problema, segundo a ZERO, é que as metas indicam a potência instalada, mas não a quantidade de energia que poderá ser guardada nem durante quanto tempo poderá ser devolvida à rede. A associação quer, por isso, metas em gigawatts-hora e uma avaliação de soluções de curta, média e longa duração.As baterias podem compensar oscilações da produção solar e eólica, enquanto a bombagem hidroelétrica permite armazenar maiores volumes por períodos mais longos. Contudo, a aposta nas barragens terá de contar com um clima mais seco. A ZERO pede uma avaliação individual das infraestruturas com potencial para bombagem, que considere custos, impactos ambientais, abastecimento público e cenários de seca prolongada.Para períodos mais longos de escassez renovável, a associação propõe estudar outras tecnologias, entre as quais o hidrogénio renovável produzido quando existe eletricidade em excesso e utilizado mais tarde para voltar a gerar eletricidade. Sines, Tapada do Outeiro, Carregado, Pego e Lares são apontados como locais onde diferentes soluções poderão ser comparadas.Os cenários da estratégia estimam que, em 2030, entre 2,7 e 4,3 TWh de produção renovável poderá não ser aproveitada, sobretudo nas horas de maior produção solar. Carregar frotas, acionar bombas de calor, produzir frio ou alimentar eletrolisadores nesses períodos permitiria absorver parte desse excedente, aponta a associação em comunicado. A ZERO defende que as tarifas de acesso às redes devem incentivar essa deslocação do consumo quando houver maior disponibilidade de renováveis.A estratégia deverá ainda acompanhar a eletrificação da indústria, dos transportes e dos edifícios e ser revista até 2030, tendo em conta novos grandes consumidores, como centros de dados ou unidades de produção de hidrogénio. Para a ZERO, falta saber se Portugal consegue garantir um sistema seguro e baseado em renováveis sem conservar o gás fóssil como reserva. "A estratégia atualmente em discussão é a oportunidade para fazer essa avaliação", defendem os ambientalistas. Portugal deve estudar se consegue deixar de usar gás natural fóssil para produzir eletricidade já em 2035, cinco anos antes do prazo previsto na Lei de Bases do Clima, defende a ZERO, que quer ver esse cenário incluído na futura Estratégia Nacional de Armazenamento de Energia. A proposta de estratégia, cuja consulta pública termina esta quarta-feira, mantém nos cenários analisados cerca de 2.880 MW de centrais a gás disponíveis em 2040. Em algumas simulações, este combustível continua a assegurar aproximadamente 5% da eletricidade consumida nesse ano. Para a associação ambientalista, falta perceber se essa capacidade pode ser substituída por armazenamento, mais produção renovável, interligações e uma gestão mais flexível da procura. A Lei de Bases do Clima aponta para o fim da utilização de gás natural de origem fóssil na produção elétrica a partir de 2040, desde que esteja garantida a segurança do abastecimento. A ZERO defende que a nova estratégia deve testar a possibilidade de antecipar a meta para 2035, incluindo anos secos, vários dias consecutivos com pouco vento e sol ou períodos em que Portugal e Espanha enfrentem simultaneamente menor produção renovável. "Não basta, portanto, assumir que será necessário manter as atuais centrais a gás", sustenta a associação. A comparação deverá calcular quanto armazenamento adicional seria necessário, os custos de investimento e operação, o impacto na fatura dos consumidores e a capacidade de responder à procura em todas as horas do ano. O plano em discussão prevê, em 2030, cerca de 3,9 GW de bombagem hidroelétrica e 3 GW de baterias, valores que em 2040 sobem para 5,26 GW e 4,5 GW. O problema, segundo a ZERO, é que as metas indicam a potência instalada, mas não a quantidade de energia que poderá ser guardada nem durante quanto tempo poderá ser devolvida à rede. A associação quer, por isso, metas em gigawatts-hora e uma avaliação de soluções de curta, média e longa duração.As baterias podem compensar oscilações da produção solar e eólica, enquanto a bombagem hidroelétrica permite armazenar maiores volumes por períodos mais longos. Contudo, a aposta nas barragens terá de contar com um clima mais seco. A ZERO pede uma avaliação individual das infraestruturas com potencial para bombagem, que considere custos, impactos ambientais, abastecimento público e cenários de seca prolongada.Para períodos mais longos de escassez renovável, a associação propõe estudar outras tecnologias, entre as quais o hidrogénio renovável produzido quando existe eletricidade em excesso e utilizado mais tarde para voltar a gerar eletricidade. Sines, Tapada do Outeiro, Carregado, Pego e Lares são apontados como locais onde diferentes soluções poderão ser comparadas.Os cenários da estratégia estimam que, em 2030, entre 2,7 e 4,3 TWh de produção renovável poderá não ser aproveitada, sobretudo nas horas de maior produção solar. Carregar frotas, acionar bombas de calor, produzir frio ou alimentar eletrolisadores nesses períodos permitiria absorver parte desse excedente, aponta a associação em comunicado. A ZERO defende que as tarifas de acesso às redes devem incentivar essa deslocação do consumo quando houver maior disponibilidade de renováveis.A estratégia deverá ainda acompanhar a eletrificação da indústria, dos transportes e dos edifícios e ser revista até 2030, tendo em conta novos grandes consumidores, como centros de dados ou unidades de produção de hidrogénio. Para a ZERO, falta saber se Portugal consegue garantir um sistema seguro e baseado em renováveis sem conservar o gás fóssil como reserva. "A estratégia atualmente em discussão é a oportunidade para fazer essa avaliação", defendem os ambientalistas.

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