05/28/2026 | Press release | Distributed by Public on 05/28/2026 06:20
A Embrapa Agroenergia comemorou 20 anos de criação em cerimônia realizada no prédio da Unidade em Brasília-DF, nesta quarta-feira, 27 de maio. Apresentação de projetos e iniciativas e homenagens a parceiros marcaram o evento, que teve a presença de parlamentares, autoridades diplomáticas, empresas parceiras e de fomento e de todos os empregados da Unidade. A cerimônia foi aberta pelo chefe-geral da Embrapa Agroenergia Alexandre Alonso, que ressaltou as entregas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Unidade, que seguirá com uma agenda prioritára em biogás e biometano, biocombustíveis do futuro, bioinsumos sustentáveis, plataforma biorenováveis e métricas e certificação de sustentabilidade.
Alexandre abriu a cerimônia destacando como a Embrapa Agroenergia celebra 20 anos de uma história que evoluiu desde uma resposta estratégica em biocombustíveis para se firmar como uma Unidade essencial de ciência, tecnologia e inovação para a bioeconomia industrial de base agrícola. "Duas décadas depois, o reposicionamento da Unidade permitiu o desenvolvimento de tecnologias que conectam o campo à indústria, transformando a biomassa tropical a exemplo da cana-de-açúcar e resíduos em um amplo leque de soluções, como etanol, biodiesel, biogás/biometano, químicos de base biológica, bioinsumos, biomateriais e biocombustíveis renováveis avançados".
Segundo o chefe-geral, com o olhar no futuro, o objetivo é consolidar o que ele chama de uma "biorrefinaria tropical integrada", aproveitando a alta produtividade da agricultura brasileira para promover a transição energética e a descarbonização da indústria. "A Embrapa Agroenergia busca, assim, garantir que o Brasil se torne um fornecedor global de soluções sustentáveis."
O papel da Agroenergia foi exaltado por autoridades protagonistas na criação da Unidade, como o ministro Roberto Rodrigues, o deputado federal Rodrigo Rollemberg, o presidente da Embrapa responsável pela criação da Unidade, Silvio Crestana, e o primeiro chefe-geral Frederico Ozanan. Juntamente com nomes importantes para o cenário atual e futuro da pesquisa em biocombustíveis e bioprodutos, como o deputado federal Arnaldo Jardim, e o presidente da Ubrabio, Donizete Torkaski, todos receberam homenagens pelo apoio à história e atuação da Embrapa Agroenergia. Os empregados Regina Lúcia, Luiza Cesca e João Ricardo Almeida também receberam homenagem de reconhecimento. Os dez anos de parceria com Unidade Embrapii também foi momento de destaque na cerimônia.
Roberto Rodrigues lembrou de quando o País tinha experiência com o álcool, hoje etanol, como combustível alternativo à gasolina. "Mas não tínhamos nada em relação ao diesel, então eu propus uma alternativa agrícola, como o biodiesel. E o presidente Crestana entendeu a importância dessa expectativa e de que era preciso um estudo em agroenergia em nível federal".
Para Silvio Crestana, a criação da Embrapa Agroenergia foi uma decisão estratégica para preparar o Brasil para a nova economia baseada em biomassa, energia renovável e inovação. "A Unidade nasceu olhando para o futuro, integrando ciência, agricultura e sustentabilidade em um momento em que a bioenergia ainda dava seus primeiros passos no País". Segundo o ex-presidente homenageado, ao longo desses 20 anos, a Unidade consolidou competências essenciais em biocombustíveis, bioprodutos e aproveitamento sustentável da biomassa, contribuindo para o desenvolvimento nacional. "O futuro da agricultura e da energia será cada vez mais bioeconômico e a Embrapa Agroenergia continuará tendo papel central na transição para uma economia de baixo carbono", destacou.
O deputado federal Rodrigo Rollemberg ressaltou a importância da ciência e da inovação para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Em sua fala, Rollemberg destacou que a Embrapa Agroenergia se tornou símbolo da capacidade brasileira de transformar conhecimento científico em soluções para os desafios climáticos, energéticos e econômicos. O parlamentar enfatizou que a bioeconomia representa uma grande oportunidade para o País gerar desenvolvimento com inclusão social e preservação ambiental. Segundo ele, "a Embrapa Agroenergia mostra que o Brasil pode liderar a transição para uma economia verde unindo ciência, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento."
Já na mensagem do deputado Arnaldo Jardim, enviada em vídeo, o parlamentar falou sobre como a Unidade mostrou que o agro, para além de produzir alimentos, pode fornecer energia. Ele destacou a importância do apoio da Unidade em políticas públicas, como na que gerou a Lei Combustível de Futuro, das homenagens aos que fizeram essa história acontecer, dos parceiros que constroem juntos a inovação e aos princípios celebrados nesses 20 anos de "acreditar na ciência que promove desenvolvimento, que inova e que abre caminho para um desenvolvimento mais igualitário".
Em mensagem aos convidados da cerimônia, a presidente da Embrapa Silvia Massruhá destacou o reconhecimento à Unidade tão estratégica para a Embrapa e para o Brasil. "A Empresa deu um passo muito importante quando, há duas décadas, resolveu criar uma Unidade dedicada a transformar o conhecimento científico em soluções para biocombustíveis, bioprodutos e aproveitamento sustentável da biomassa". Para o futuro, Silvia ressaltou que "as novas agendas da Unidade mostram como a Agroenergia continuará sendo protagonista na construção de soluções integradas para a transição energética a partir da agricultura".
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Entre os lançamentos da cerimônia, estavam os projetos BioInova, projeto estratégico em rede com outras quatro unidades da Embrapa, com um financiamento recorde de R$ 14 milhões da Finep. O MapCanola, projeto que vai avaliar, de forma técnica e estratégica, as áreas com maior aptidão para a expansão sustentável da canola no País, especialmente em sistemas de segunda safra após soja e milho, gerando renda e ampliando a base de matérias-primas para biocombustíveis sustentáveis. O Hub de Inovação em biocombustiveis e bioprodutos da Embrapa Agroenergia, uma estrutura pensada para acelerar tecnologias e negócios com deep techs, fomentando pesquisa e inovação com o setor público e privado. E a Plataforma de Desenvolvimento de Bioinsumos Microbianos de Baixa Emissão de Carbono - BIOFAB-DF, que a Embrapa irá implantar no Distrito Federal, com uma biofábrica compartilhada voltada ao desenvolvimento, escalonamento produtivo e validação de bioinsumos microbianos para aplicações agrícolas e industriais, com recursos provenientes de emenda parlamentar da senadora Damares Alves.