04/29/2026 | Press release | Distributed by Public on 04/29/2026 08:32
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, afirmou que a diáspora portuguesa é "um dos principais pilares" do desenvolvimento económico e social de Portugal, apelando ao reforço do investimento e das ligações a Portugal, na abertura do Fórum Portugal Nação Global, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Comunidade global como ativo estratégico
A valorização da comunidade portuguesa espalhada pelo mundo marcou a intervenção do Primeiro-Ministro, que sublinhou o papel dos cerca de cinco milhões de portugueses e lusodescendentes como "exemplo de integração e de superação".
Luís Montenegro destacou que "Portugal não se esgota no seu território", afirmando a vocação universal do país e a importância da rede global de portugueses como fator de coesão, inovação e crescimento.
Apelo ao investimento e às parcerias
A intervenção centrou-se no convite à participação ativa da diáspora na economia nacional, com um apelo direto ao investimento e à criação de parcerias: "queremos que todos aqueles que aqui vieram possam olhar para Portugal, possam investir em Portugal."
O Primeiro-Ministro defendeu que os portugueses no estrangeiro devem assumir-se como "verdadeiros embaixadores" da capacidade empreendedora e inovadora do país, contribuindo para a atração de investimento e para a internacionalização da economia.
Economia competitiva, energia e fiscalidade
Luís Montenegro destacou os indicadores económicos recentes, referindo a consolidação da credibilidade financeira, com estabilidade orçamental e crescimento do rendimento das famílias, bem como um desempenho económico acima da média europeia.
O Primeiro-Ministro apontou fatores de competitividade como a segurança, a estabilidade económica, a aposta nas transições energética e digital e a redução dos custos da energia, afirmando que Portugal é "competitivo, moderno e capaz de concorrer com os mais dinâmicos do mundo".
As prioridades do Governo para reforçar a atratividade do país incluem a simplificação administrativa e a desburocratização, uma política fiscal mais favorável ao trabalho e às empresas, o reforço da autonomia energética com custos mais baixos e o apoio ao investimento e ao financiamento empresarial.
Neste contexto, destacou que Portugal é atualmente "altamente competitivo" do ponto de vista energético e apresenta dos custos de energia mais baixos da União Europeia, sublinhando que a autonomia estratégica neste setor constitui um fator de soberania e de competitividade, ao reduzir dependências externas e favorecer a atração de investimento.
A política fiscal em vigor foi igualmente apontada como elemento de reforço da atratividade do país, ao reduzir a carga sobre o trabalho e sobre as empresas e ao criar melhores condições para o investimento e para a valorização do capital humano.
Foi ainda destacado o papel de instituições como a AICEP e o Banco Português de Fomento no apoio ao investimento, à internacionalização e ao financiamento das empresas, promovendo condições mais equitativas para a sua atividade.
Desenvolvimento, coesão e justiça social
O Chefe do Governo sublinhou a ligação entre crescimento económico, justiça social e coesão territorial, defendendo uma distribuição equilibrada do investimento pelo país.
Destacou ainda que o desenvolvimento económico pode contribuir para "mais paz, mais progresso e mais justiça", apontando o papel de Portugal na promoção de relações internacionais equilibradas e sustentáveis.
Fórum como ponto de partida
Luís Montenegro manifestou confiança nos resultados do encontro, incentivando à criação de redes, projetos e investimentos concretos.
O Primeiro-Ministro concluiu com um apelo à mobilização coletiva da comunidade portuguesa global para reforçar o crescimento económico, a inovação e a presença internacional de Portugal: "Desejo que a lista de contactos que vão aqui trocar seja inspiradora e seja um bocadinho mais do que isso; que seja a semente para projetos que vão depois germinar em bons investimentos e em maior crescimento de Portugal e da nossa comunidade."