PCdoB - Partido Comunista do Brasil

05/02/2026 | News release | Distributed by Public on 05/02/2026 11:05

Intensificar a defesa dos direitos do povo e o combate ao golpismo e ao entreguismo da extrema direita

Mobilização do 1º de Maio em São Paulo (SP). Foto: UNE
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Diante de recentes reveses no Congresso Nacional, incluindo a rejeição, pelo Senado, de Jorge Messias ao STF, e da intensificação da disputa política, o PCdoB defende em nota a necessidade de ampliar a mobilização popular e fortalecer a defesa dos direitos do povo, em resposta à atuação da extrema direita e às tentativas de desestabilização institucional no país.

Confira, abaixo, a íntegra da nota:

Intensificar a defesa dos direitos do povo e o combate ao golpismo e ao entreguismo da extrema direita

O Senado Federal rejeitou o nome do advogado Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF), e o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao chamado Projeto de Lei da "dosimetria". Desde então, setores da grande mídia e a rede digital da extrema direita difundem uma narrativa falsa e apocalíptica de que o governo teria perdido a governabilidade.

A menos de cinco meses das eleições, tanto a trama que construiu o placar dessas votações quanto essa leitura fantasiosa têm por objetivo fortalecer a candidatura da extrema direita e negar a força e a capacidade real de vitória da reeleição do presidente Lula. Com esse propósito, agravam a instabilidade política e a crise entre os três poderes e aumentam o descrédito da política na sociedade.

O campo democrático, patriótico e popular deve desmascarar essa narrativa, esclarecer o povo e fazer valer a verdade. A proximidade das eleições motivou a bancada bolsonarista a explorar um feixe de interesses, inclusive em convergência com o presidente do Senado, tendo em vista atingir o presidente da República.

A derrubada do veto presidencial não foi uma derrota do presidente, mas sim do Brasil. A extrema direita e seus agregados, ao agraciar Jair Bolsonaro e demais comparsas com a redução das penas, condenados que foram pelo crime de golpe de Estado, impôs uma derrota à imensa maioria do povo brasileiro, que preza a democracia, a todas e todos que repudiam os regimes autoritários e ditatoriais.

Esse fato fez emergir uma corrente de indignação e disposição de luta pelo país afora. A extrema direita e setores da direita desde que conceberam e aprovaram a "dosimetria" estavam determinados, também, a beneficiar com penas menores, milicianos e chefes de facções criminosas, bandidos da pior espécie. Portanto, certo estava o presidente quando vetou integralmente o projeto, barrando essa anistia tanto aos golpistas quanto aos criminosos comuns. Agora, emparedados pela pressão da opinião pública e dos parlamentares do campo democrático, a exemplo da bancada do PCdoB, recorreram a uma manobra inconstitucional, passível de nulidade, pois não é juridicamente lícito fatiar a apreciação do veto. Além do que, o dito projeto, como sustentam renomados juristas, já nasceu inconstitucional, pois reduzir penas de condenados por crimes contra a democracia (golpes de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito) se confronta, nuclearmente, com a Carta Magna.

A rejeição do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, pelo Senado Federal, decorreu de um conjunto de fatores, a começar da grave instabilidade política e do conflito entre os poderes. Como asseverou Celso de Mello, notável jurista e ex-presidente do STF, o Senado cometeu "um grave equívoco institucional", pois o presidente da República tem a prerrogativa constitucional de propor nomes à Suprema Corte e o indicado atendia às exigências para o exercício do cargo. Contou também o crime financeiro do Banco Master, um caso grave que atinge em cheio a extrema direita e a direita, e se ramifica entre os poderes e instituições.

O governo do presidente Lula e as forças políticas e sociais que o apoiam precisam tirar lições desse episódio. A primeira delas é que o acirramento da disputa presidencial e a crise institucional tendem a se agravar, pois essa é a tática da extrema direita. A serviço de Trump e dos Estados Unidos, atuam para deteriorar as instituições e fragilizar o Brasil. Diante disto, é imperativo dar mais eficácia ao comando político do governo, manter a tática de construir as mais amplas alianças eleitorais possíveis, com base na unidade das forças progressistas e na mobilização do povo. Faz-se necessário repelir orientações sectárias que possam dificultar a tarefa de subtrair o máximo de força da extrema direita, de isolá-la no Congresso Nacional e na sociedade.

De imediato, impõe-se a retomada da iniciativa política e olhar para frente. Isso vale tanto para o governo quanto para os partidos e movimentos sociais que o apoiam. Pôr em movimento a pré-campanha presidencial a partir da Federação Brasil da Esperança e das demais legendas que apoiam a reeleição de Lula. Dar sequência à tarefa para desnudar Flávio Bolsonaro como entreguista e traidor da pátria, inimigo do povo e da democracia.

No Primeiro de Maio, o presidente Lula apresentou um conjunto de políticas e medidas que respondem aos problemas e necessidades mais urgentes do povo e dos trabalhadores, que devem ser fortalecidas e apoiadas enquanto pauta de mobilização e lutas. Retratam bem o conteúdo da necessária contraofensiva.

Do mesmo modo, as comemorações do Primeiro de Maio, em dezenas de cidades, em atos públicos de natureza classista e política, promovidos pelas centrais sindicais e movimentos, pelos partidos progressistas e suas pré-campanhas, simbolizam que a mobilização do povo é indispensável para que se possa ir à ofensiva e pressionar o Congresso Nacional, sob a maioria da direita, a se vergar aos interesses do país e aos direitos do povo.

Por isso, é preciso seguir em um movimento crescente, com mobilizações pela redução da jornada, pelo fim da escala 6×1, contra o feminicídio, pela aprovação da Medida Provisória do Desenrola 2.0 e da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública. Essas são algumas das bandeiras que contribuem para esclarecer o povo sobre quem está do lado de quem.

Brasília, 2 de maio de 2026

Comissão Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil - PCdoB

PCdoB - Partido Comunista do Brasil published this content on May 02, 2026, and is solely responsible for the information contained herein. Distributed via Public Technologies (PUBT), unedited and unaltered, on May 02, 2026 at 17:06 UTC. If you believe the information included in the content is inaccurate or outdated and requires editing or removal, please contact us at [email protected]