09/19/2026 | Press release | Distributed by Public on 09/19/2026 10:19
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro referiu hoje, em Esposende, que as medidas anunciadas esta semana são uma escolha do Governo, não trocando "este rumo por nenhum outro".
"Se desequilibrarmos as contas, se formos demasiado voluntaristas, o dinheiro vai ficar mais caro. E, se o dinheiro ficar mais caro, é preciso pagá-lo. É uma equação que é sempre complexa", afirmou, acrescentando que, não substitui a política fiscal e financeira portuguesa pela de outros países. "Não é uma questão de criticar o que lá se faz. É uma questão de acreditar no que se faz aqui", referiu.
O Primeiro-Ministro sublinhou ainda que as medidas em vigor significam que, "para a semana, vamos ter um desconto acumulado na gasolina e gasóleo de cerca de 25 por cento. E, em cima deste preço, ainda há o apoio de 10 cêntimos para o gasóleo agrícola e um apoio às transportadoras de mercadorias e passageiros, táxis, instituições de solidariedade social e bombeiros", afirmou o Primeiro-ministro, acrescentando que estas medidas somadas a outros como a botija solidária ou o apoio a fertilizantes, vai ascender até ao final do ano a cerca de 2 300 milhões de euros.
O Primeiro-Ministro afirmou ainda que Portugal "está a utilizar toda a diplomacia portuguesa junto dos organismos internacionais com o objetivo de o mais depressa possível, estabilizar o mercado dos combustíveis". Referindo-se aos encontros que tem mantido com vários líderes europeus e com a presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen , Luís Montenegro anunciou que irá em breve ao Parlamento Europeu e participará na próxima semana numa assembleia com os países do Mediterrâneo.
Desejando que "a discussão sobre o próximo quadro financeiro plurianual, que é o orçamento da União Europeia, possa consagrar a política de coesão e a Política Agrícola Comum como eixos fundamentais do mercado interno. E reafirmar que não aceitamos a desvalorização das regiões ultraperiféricas, em particular, as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, dada a importância geopolítica e geoestratégica num contexto de instabilidade internacional".