06/03/2026 | News release | Distributed by Public on 06/03/2026 14:45
As agressões recentes ao Brasil praticadas pelo governo Donald Trump, em conluio com a família Bolsonaro, em especial o pré-candidato da extrema direita à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, exigem firme e amplo repúdio do povo brasileiro e das instituições da República.
A armação internacional, planejada e executada desde os Estados Unidos, tem por objetivo a violação da soberania nacional brasileira e a promoção de falcatruas para favorecer a candidatura da extrema direita e do neofascismo nas eleições de outubro próximo no Brasil. Fato gravissmo e ingerência inadimissivel.
Flávio Bolsonaro e seu esquema político - com pesadas evidências de ligações com as chamadas milícias, facções do crime organizado -, no exato momento em que foram descobertos envolvidos em casos de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras do Banco Master, com reflexos negativos nas pesquisas eleitorais, tramaram, junto a Donald Trump, a intervenção dos Estados Unidos em assuntos internos de segurança pública do Brasil para classificar como organizações terroristas as facções de crime organizado Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Além das graves ameaças ao país já assinaladas, essa medida prejudica o combate ao crime organizado.
O pré-candidato do neofascismo e da extrema direita no Brasil está defendendo os interesses dos Estados Unidos e traindo a sua pátria. Os Bolsonaros utilizam o assunto sério do combate ao crime organizado de forma demagógica para encobrir suas verdadeiras e mais fortes motivações: vencer de maneira fraudulenta as eleições de outubro no Brasil, apoiados em forte ingerência dos Estados Unidos, para subordinar o Brasil aos ditames de Washington.
O pretexto de supostamente reprimir o terrorismo dos "narcotraficantes" para tentar justificar ações de inteligência da CIA e agressões militares é um velho conhecido dos povos latino-americanos e caribenhos. Os Estados Unidos já utilizaram esse expediente inúmeras vezes em ameças e intervenções em países como México, Nicarágua e Colômbia. A mais recente foi a agressão militar à Venezuela e o sequestro de seu presidente legítimo, Nicolás Maduro.
Neste 2 de junho, o governo Trump, também em ação conjunta com Flávio Bolsonaro, anunciou um novo tarifaço contra o Brasil. Cerca de 45% ou mais das exportações brasileiras poderão ser tarifadas em 25%, em resposta a infundados prejuízos comerciais que o Brasil supostamente estaria causando aos Estados Unidos e como retaliação ao controle de fake news e conteúdos ilegais nas redes sociais de propriedade das big techs, e ainda pelo sistema brasileiro de pagamento via Pix, que estaria tirando parte dos mercados das bandeiras de cartão de crédito estadunidenses. A seguir, em 3 de junho, foi anunciado uma tarifa adicional de 12,5% a ser aplicada ao Brasil e outros 59 países, dessa vez sob a alegação estapafúrdia de uso de trabalho infantil e forçado.
O governo brasileiro demonstrou, de modo irrefutável, a inconsistência, a falsidade mesmo, das razões apontadas pelos Estados Unidos. Em relação ao Pix, o governo Lula rechaça a ofensiva de Trump e dos Bolsonaros para privatizá-lo. Já o conjunto das medidas é ineficaz e hipócrita, e mascara os reais objetivos geopolíticos e os interesses neocoloniais dos Estados Unidos na América Latina e Caribe, consubstanciados na nova estratégia de segurança nacional divulgada no final de 2025, qual seja, a retomada da Doutrina Monroe acrescida do chamado "Corolário Trump". De concreto, entre outras consequências, já resultou na constituição do chamado "Escudo das Américas", aliança a serviço dos Estados Unidos, constituída por onze países.
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) alerta o povo brasileiro que o Brasil se encontra sob ameaça. Ameaça que se torna mais perigosa. uma vez que o imperalismo estadunidense conta com o apoio de uma quinta-coluna, a servil família Bolsonaro.
Diante deste cenário, o PCdoB conclama as forças populares, democráticas e verdadeiramente patrióticas a denunciar e combater energicamente essas tentativas de subjugar o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, e de adulterar o processo eleitoral brasileiro em 2026.
O momento exige unidade e ação do campo patriótico, popular e democrático, mobilização do povo, intensa disputa da opinião pública, o firme apoio ao governo federal em sua afirmação da soberania nacional brasileira, a exigência de que a Justiça Eleitoral e as instituições democráticas brasileiras combatam a ingerência estrangeira e os crimes eleitorais nas eleições de 2026.
Em defesa da soberania do Brasil e contra as intervenções imperialistas no Brasil e na América Latina e Caribe!
Em defesa da economia nacional, das empresas e dos empregos!
Desmascarar e derrotar Flávio Bolsonaro e seu clã, traidores da pátria!
Por uma nova vitória da nação e da classe trabalhadora com a reeleição do presidente Lula!
Brasília, 3 de junho de 2026
Comissão Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil-PCdoB