Government of the Republic of Cape Verde

01/21/2026 | Press release | Distributed by Public on 01/21/2026 14:48

Discurso do Primeiro Ministro, Dr. José Ulisses Correia e Silva, na abertura do debate parlamentar sob o tema “Política Fiscal e o seu contributo no crescimento económico”

A economia de Cabo Verde cresce com estabilidade macroeconômica e com uma política fiscal promotora e amiga do crescimento e que incentiva e estimula o investimento e o empreendedorismo.

As receitas fiscais do Estado aumentaram graças ao crescimento económico e à eficiência da administração fiscal: 32,2 milhões de contos em 2016 vs 62,6 milhões de contos em 2025.

É esta evolução positiva das receitas fiscais que tem permitido a redução do défice orçamental e o aumento do financiamento do OE através de recursos internos, de 70% em 2016, para 90% previsto para 2026. E estamos a caminhar para os 100%!

Os benefícios fiscais aumentaram e foram alargados a vários setores da atividade - turismo, industria, economia digital, agricultura, pescas, transportes, energia e ação climática e ambiental, cultura e indústrias criativas, diáspora, coesão territorial, habitação, saúde e educação - com impacto sobre o investimento, o empreendedorismo e o fomento empresarial de micro, pequenas, médias e grandes empresas.

O número de empresas (Micro, Pequenas, Médias e Grandes Empresas), passou de 10.000 em 2017 para 18.000 em 2023, e com ele o aumento do emprego, do volume de negócios e do número de trabalhadores inscritos na segurança social.

Cabo Verde é cada vez mais um destino procurado para investimento e turismo.

Milhares de jovens criam micro, pequenas e médias empresas e start ups, porque criamos e investimos num ecossistema favorável a nível da assistência técnica, da qualificação profissional, do financiamento e da fiscalidade.

As remessas e os investimentos da diáspora têm aumentado.

Os nossos compatriotas da diáspora passaram a dispor de Estatuto do Investidor Emigrante, desagravamento fiscal sobre Pequenas Encomendas e, com o OE 2026, isenção de tributação sobre rendimentos provenientes de obrigações e melhorias das condições de acesso e do uso dos benefícios de regresso definitivo dos não residentes.

É o crescimento económico robusto que tem permitido receitas fiscais para:

  • a implementação do PCFR do Regime Geral da Administração Pública, com um aumento dos salários de 5,8%.
  • a implementação do PCFR do Regime Especial dos Professores, do Pessoal Médico, da Polícia Judiciária, Oficiais da Justiça e dos Magistrados.
  • a regularização de Vínculos Precários na Administração Pública.
  • o aumento do SMN do Setor Privado para 17.000$00 e da Administração Pública para 19.000$00. Em 2027, ambos passarão para 25.000$00, porque a economia continuará a crescer e a gerar mais receitas para pagar melhores salários.

É o crescimento económico robusto que tem permitido receitas fiscais para:

  • aumentar a pensão social do regime não contributivo para 7.000$00 e a fixação da pensão social mínima pelo INPS em 9.000$00.
  • atribuir RSI a milhares de famílias mais pobres.
  • isentar taxa moderadora de saúde para milhares de pessoas.
  • implementar cuidados a crianças, idosos, pessoas com deficiência e com doença crónica.
  • atribuir tarifa social de água e eletricidade com desconto de 50% sobre o valor da fatura a milhares de famílias.
  • reabilitar e construir milhares de casas sociais.
  • aumentar a bonificação da taxa de juro para crédito à habitação jovem de 2% para 55%, mais garantia do Tesouro até 15% do valor do crédito.
  • universalizar o acesso à educação e à formação profissional e aumentar o número de bolsas de estudos.

É o crescimento económico robusto que tem permitido receitas fiscais para criar e financiar o Fundo Nacional de Emergência que acionamos em primeira mão para acudir à proteção das pessoas e da atividade económica em caso de crises e catástrofes económicas e naturais.

É o crescimento económico robusto que tem permitido receitas fiscais para o Governo cumprir com as suas obrigações no pagamento do serviço da dívida, atuais e futuras, e poder recorrer a empréstimos externos para co-financiar investimentos em infraestruturas de saúde, de educação, de transportes, de TIC, de segurança, de energia e água, estradas e outras.

É assim que os impostos dos cabo-verdianos têm sido geridos e aplicados!

É continuando a crescer a economia e a conceber e a executar políticas ativas de emprego, de proteção e inclusão social e de aumento da resiliência, que reduziremos ainda mais o desemprego e a pobreza e aumentaremos o rendimento e a qualidade de vida dos cabo-verdianos.

--***-

Neste ano de 2026, a economia continuará a crescer de forma robusta.

Desde 2016, que um conjunto de medidas de alívio fiscal e incentivos fiscais dirigido a pequenos negócios tem sido implementado.

O OE 2026 prevê medidas fiscais excecionais para micro e pequenas empresas para ajudá-las a cumprir com as suas obrigações fiscais.

A partir do próximo mês de fevereiro, entrará em vigor uma medida que vai permitir empresas nessa situação, negociarem com a Administração Fiscal um plano de regularização da dívida que pode contemplar perdão total ou parcial, enquadrado em projeto de recuperação e de relançamento a aprovar pela ProEmpresa, incluindo o acesso a financiamento com garantia pública.

Com o OE 2026, o IRPC passou para 20%. Em 2016, estava nos 25%.

O IRPC passará para 15%, acompanhado da racionalização dos benefícios fiscais, em linha com o processo iniciado com a introdução de taxa mínima de 5% de Direitos de Importação, em vez de isenção.

-***-

Um dos principais encargos das famílias é com a habitação e os consumos associados como a água e eletricidade.

Foi este Governo que isentou do pagamento de imposto de selo sobre juros e comissões na construção ou melhoramento de primeira habitação própria; desagravou a retenção do imposto pela renda de casa de 20% para 10%; reduziu o IVA sobre a água e eletricidade de 15 para 8%.

As medidas de aumento da bonificação da taxa de juro de crédito à habitação, de concessão de garantia e os incentivos fiscais previstos no OE à promoção da habitação, irão impactar positivamente no acesso e redução de custos com a habitação.

Para além da redução dos encargos com a habitação, iremos aumentar a dedução à coleta de despesas com a educação, a formação e a saúde, com impacto positivo sobre o rendimento disponível daqueles que trabalham.

-***-

A Administração fiscal tem sido objeto de reformas com impacto na melhoria da eficiência fiscal, nomeadamente através da transformação digital que irá ser aprofundada com o recurso à inteligência artificial.

Termino, com a certeza de que iremos continuar a promover o crescimento económico do nosso país, aumentar o potencial do crescimento e melhorar a qualidade de vida dos cabo-verdianos.

Muito obrigado.

Government of the Republic of Cape Verde published this content on January 21, 2026, and is solely responsible for the information contained herein. Distributed via Public Technologies (PUBT), unedited and unaltered, on January 21, 2026 at 20:48 UTC. If you believe the information included in the content is inaccurate or outdated and requires editing or removal, please contact us at [email protected]