Government of the Republic of Cape Verde

10/22/2025 | Press release | Distributed by Public on 10/23/2025 12:02

“Vamos precisar de mais recursos adicionais e o engajamento de todos, para termos no futuro uma ilha de S. Vicente mais resiliente” – Primeiro Ministro

O Governo já tem os recursos mobilizados que irão permitir realizar as intervenções de emergência em S. Vicente, após a tempestade Erin que assolou a ilha, mas "é preciso mais recursos adicionais e o engajamento de todos, para termos no futuro uma ilha mais resiliente", neste caso S. Vicente - onde o impacto foi maior -, "face às alterações climáticas".

Essas considerações foram feitas pelo Primeiro Ministro no encontro entre o Governo e os Parceiros de desenvolvimento de Cabo Verde, nomeadamente Embaixadas, Organizações Internacionais e Financeiras no qual o Executivo teve oportunidade de apresentar o estado da execução das medidas de respostas pós-tempestade, provocados pela tempestade do passado 11 de agosto.

"A catástrofe natural provocada pela tempestade Erin, expôs Cabo Verde, a um choque externo idêntico ao que se regista em vários Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, SIDS", considera Ulisses Correia e Silva, acrescentando que "os impactos normalmente são gravosos e têm o potencial de destruir a economia de um país".

Por isso, para além dos compromissos com a resiliência, mitigação e adaptação às mudanças climáticas, é inevitável a necessidade de recursos extraordinários para situações excecionais provocadas por catástrofes naturais.

De acordo com o Chefe do Executivo, o encontro realizado esta tarde, em Mindelo, "foi uma oportunidade para avaliar os impactos na perspetiva macroeconómica e financeira, os recursos mobilizados e a mobilizar e a perspetiva de médio e longo prazo para o aumento da resiliência face a choques climáticos severos".

As diversas medidas estão estimadas, em termos de recursos, em 35 milhões de euros para a reabilitação e reconstrução de infraestruturas e 10 milhões de euros para a proteção social e económica (inclui compensação para viaturas sinistradas).

"Estes são os recursos necessários para as intervenções durante o corrente ano de 2025 e 2026, enquadradas nas respostas de emergência social, económica e infraestrutural", apontou.

Para intervenções de médio e longo prazo em sistemas de drenagens, sistemas de saneamento, infraestruturas rodoviárias e urbanas resilientes, habitação segura e em assentamentos populacionais fora de zonas de risco, a previsão é de cerca de mais 350 milhões de euros de investimentos, abarcando S. Vicente (com maior impacto), Santo Antão e S. Nicolau.

"A adesão foi boa", considera Ulisses Correia e Silva, diante das respostas positivas dos Parceiros. "Os montantes são elevados, mas acredito que iremos alcançar um bom compromisso, executar e fazer com que a ilha possa retomar a sua normalidade, o que já vai acontecendo aos poucos", sublinhou.

"Na gestão dos recursos, garantimos transparência e prestação de contas", garante o Chefe do Governo, anunciando que as medidas são suportadas por resoluções do Conselho de Ministros e despachos ministeriais, publicados no Boletim Oficial, disponíveis para qualquer instituição e qualquer cidadão consultar.

O Primeiro Ministro aproveitou o momento para agradecer os parceiros multilaterais, bilaterais pelas diversas respostas e iniciativas imediatamente implementadas após a tempestade e as acções de solidariedade da diáspora, das empresas e instituições cabo-verdianas e estrangeiras, das associações, Igrejas e ONG.

"Juntos vamos reforçar o compromisso com as respostas, adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas em Cabo Verde", disse.

Government of the Republic of Cape Verde published this content on October 22, 2025, and is solely responsible for the information contained herein. Distributed via Public Technologies (PUBT), unedited and unaltered, on October 23, 2025 at 18:02 UTC. If you believe the information included in the content is inaccurate or outdated and requires editing or removal, please contact us at [email protected]