01/15/2026 | Press release | Distributed by Public on 01/15/2026 12:04
Brasília, 15/01/2026 - O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apoiou a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) e a Polícia Civil do Ceará na deflagração, nesta quinta-feira (15), da Operação de Repressão Qualificada Network. A ação é a primeira grande ofensiva de 2026 voltada à desarticulação de grupos especializados em crimes cibernéticos e fraudes financeiras.
A ação desmontou um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet, resultando na prisão de cinco pessoas no Ceará (CE), no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão domiciliar, na remoção de 92 páginas fraudulentas das redes sociais e na desindexação de sites criminosos em motores de busca, como Google e Bing, entre outros.
O trabalho é resultado de parceria estratégica com a Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com suporte técnico da Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos (Ciberlab), unidade vinculada ao MJSP, e apoio operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). A operação contou ainda com o assessoramento da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel), o que reforça a importância da cooperação interestadual no combate às fraudes eletrônicas.
O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, destacou que "a remoção e a desindexação dessas páginas representam um golpe significativo na infraestrutura digital da organização, pois impedem a captação de novas vítimas por meio de sites falsos criados para a prática das fraudes".
Investigação
Iniciada em agosto de 2023, a investigação é conduzida pela 24ª Delegacia Seccional de Araripina (PE) e tem como alvo uma organização criminosa que atuava em três frentes principais: estelionato qualificado por fraude eletrônica, falsa identidade e lavagem de dinheiro.
Balanço da operação
A Vara Criminal da Comarca de Araripina expediu as ordens judiciais, cumpridas nesta quinta-feira, com a mobilização de 56 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato na modalidade fraude eletrônica e falsa identidade (arts. 171, § 2º-A, e 307 do Código Penal), organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013) e lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998). As penas podem chegar a 26 anos de prisão, além de multa.
Operação Network
O nome da operação faz referência à ampla malha digital criada pelos criminosos, que mantinham uma rede de 92 páginas fraudulentas interligadas para atrair vítimas e pulverizar os recursos obtidos ilegalmente. O termo também simboliza a rede de cooperação e inteligência integrada entre a PCPE, o Ciberlab/MJSP e a PCCE, essencial para rastrear e desarticular uma organização criminosa sem fronteiras físicas.