O Governo reforçou o apoio ao setor social e solidário com a assinatura da Adenda ao Compromisso de Cooperação para 2025-2026, numa cerimónia realizada esta terça-feira na Residência Oficial do Primeiro-Ministro, em Lisboa, que contou com membros do Governo e representantes das principais organizações do setor social e solidário.
A adenda traduz-se num reforço superior a 440 milhões de euros em dois anos, incluindo um aumento de 218 milhões de euros já em 2026, no âmbito de um investimento continuado nas respostas sociais.
A este esforço acrescem outras medidas de apoio, como a duplicação da consignação do IRS para 1%, tendo sido deixado um apelo aos contribuintes para que utilizem este mecanismo de financiamento do setor social e solidário.
Parceria estratégica, previsibilidade e concertação
Luís Montenegro reafirmou o reconhecimento do Governo pelo papel das instituições, considerando-as "parceiros privilegiados do serviço público que é prestado às pessoas, à comunidade", e sublinhou a aposta numa relação estável e estruturada.
Neste quadro, o Governo encontra-se a trabalhar numa lei de finanças da economia social, com o objetivo de enquadrar de forma permanente a relação entre o Estado e as instituições e assegurar maior estabilidade ao setor.
A previsibilidade foi apontada como um princípio central desta relação, não apenas para as instituições, mas sobretudo para as pessoas e famílias abrangidas pelas respostas sociais, devendo constituir um valor acima de conjunturas políticas.
O Primeiro-Ministro reiterou ainda que este apoio não constitui uma concessão, mas antes uma opção estratégica de apoio às pessoas, às famílias e à comunidade.
Luís Montenegro afirmou que lidera um "Governo de concertação", valorizando de forma equilibrada os setores público, privado e social, e destacando o diálogo contínuo com parceiros sociais e económicos.
Mais apoio às pessoas e visão de futuro
Entre as medidas previstas, o Governo reforça o financiamento em áreas prioritárias, com destaque para a infância, juventude e população idosa.
O Primeiro-Ministro assinalou que "é aqui que se faz muita diferença" no apoio às crianças e jovens, sublinhando a importância das respostas sociais na promoção da igualdade de oportunidades.
No caso das pessoas idosas, destacou-se o aumento das comparticipações, considerando que "sabemos que a resposta aqui é cada vez mais exigente", também em resultado do aumento da longevidade.
A importância da coesão social e do papel do setor solidário na construção de uma sociedade mais justa foi igualmente destacada, sendo este considerado um setor crucial para o país e para garantir que ninguém fica para trás.
O Chefe do Governo sublinhou ainda a necessidade de uma visão estratégica, afirmando que "não estamos aqui apenas para gerir o dia-a-dia", mas também para assegurar "uma sociedade mais equilibrada, mais justa, com maior solidez e consistência do ponto de vista social e económico".
Foi igualmente salientado que as reformas em curso terão efeitos progressivos, refletindo uma ação governativa orientada não apenas para o presente, mas também para o futuro.
Espírito de equipa e concertação
O "espírito de equipa" foi apontado como elemento central do trabalho desenvolvido, quer no seio do Governo, quer na relação com o setor social e solidário.
Luís Montenegro salientou ainda a articulação entre áreas governativas, considerando que "a articulação e coordenação foi, de facto, muito assinalável e fundamental para podermos estar aqui hoje".
A cerimónia reforçou o compromisso do Governo com o setor social e solidário, reconhecendo o seu contributo essencial no apoio às populações mais vulneráveis e na promoção da coesão social.