05/19/2026 | Press release | Distributed by Public on 05/19/2026 12:41
Brasília, 19 de maio de 2026 - A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participou nesta terça-feira (19/05) do lançamento, pelo Ministério dos Transportes do Brasil, do Centro Nacional de Estudos de Sinistros de Trânsito (Cnest). Coordenada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a iniciativa produzirá estudos, diagnósticos e relatórios técnicos voltados a promover um trânsito mais seguro.
O Cnest também funcionará integrado às ações do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), seguindo as premissas internacionais de Visão Zero e de Sistemas Seguros, adotadas pela OPAS e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Visão Zero estabelece que toda morte no trânsito é inaceitável e prevenível. Já a premissa de Sistema Seguro busca projetar o sistema de mobilidade para absorver erros humanos e evitar que resultem em morte.
George Santoro, ministro dos Transportes no Brasil, afirmou que o Centro de Estudos analisará sinistros de trânsito graves, de relevância nacional, para prevenir e reduzir as mortes no trânsito. "É sempre importante termos dados e evidências para fazer melhores políticas públicas", enfatizou o ministro. "Nosso objetivo, ao criar este centro, é evitar que novos casos e novas mortes aconteçam", complementou.
De acordo com o estudo do Banco Mundial "The Burden of Road Traffic Injuries in Brazil: Evidence for Policy", o custo dos sinistros de trânsito no Brasil equivale a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Esse montante é quase o custo de funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil em um ano (equivalente a 4% do PIB), conforme destacado durante o lançamento pelo representante da OPAS e da OMS no Brasil, Cristian Morales. Ele também ressaltou que, ao promover um trânsito mais seguro, "temos a possibilidade de salvar vidas, reduzir a pressão sobre o sistema de saúde e usar esses recursos em investimentos para responder às necessidades em saúde das pessoas, das famílias e das comunidades".
O setor saúde contribui com a promoção de um trânsito mais seguro ao produzir e analisar dados epidemiológicos, orientar políticas baseadas em evidências, atuar sobre fatores de risco e determinantes sociais, fomentar abordagem intersetorial e mobilidade sustentável e garantir atenção e reabilitação às vítimas.