04/13/2026 | Press release | Distributed by Public on 04/13/2026 07:17
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INSTITUCIONAL
O conselheiro Diogo Thomson de Andrade assume interinamente, a partir de 12 de abril, a presidência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em vaga aberta com o término do mandato de Gustavo Augusto. A ascensão ao cargo máximo da autarquia coroa uma trajetória institucional singular: poucos servidores conhecem o Cade tão profundamente quanto Thomson, que há quase vinte anos transita pelas estruturas da autarquia e participou, em diferentes funções, de alguns dos momentos mais relevantes da política de defesa da concorrência no Brasil.
Sua relação com o Cade vem desde 2007, quando ingressou como procurador da autarquia. Desde então, Thomson atravessou cada uma das etapas que compõem a estrutura institucional da defesa da concorrência brasileira. Atuou no contencioso, na instrução administrativa e na gestão, chegando ao cargo de superintendente-adjunto em 2012 - posição que ocupou por mais de uma década. Nesse período, exerceu interinamente a Superintendência-Geral em duas ocasiões: de julho a outubro de 2017, e de julho de 2021 a abril de 2022, assumindo o comando operacional da autarquia em momentos críticos para a instituição.
Em 2023, Thomson ingressou no Tribunal do Cade como conselheiro, completando um percurso que o levou a conhecer a autarquia de todos os ângulos possíveis - da advocacia à instrução, da gestão ao julgamento.
Antes de sua passagem pelo Cade, também integrou o Departamento de Proteção e Defesa Econômica da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, entre 2011 e 2012, e é procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU) desde 2004.
No Tribunal, Thomson rapidamente consolidou uma atuação de relevo. Na área de condutas anticompetitivas, contribuiu para a formação de ampla jurisprudência em matéria de tabelamento de preços por conselhos profissionais, com destaque para o caso CRECI/GO, e aprofundou o debate sobre restrições verticais no julgamento da Consulta Pirelli. Na análise de atos de concentração, conduziu a instrução de fusões de grande porte, como a operação envolvendo Tim e Telefônica. Mais recentemente, sua decisão no caso Google News colocou o Cade na vanguarda do debate regulatório sobre mercados digitais, consolidando o papel da autarquia como referência internacional na análise de condutas em plataformas.
Doutor em Direito pelo Instituto Brasiliense de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e mestre em Filosofia do Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Thomson reúne, na Presidência, a experiência acumulada em quase duas décadas de serviço ininterrupto à defesa da concorrência brasileira.