Governo do Estado do Pará

06/10/2026 | Press release | Distributed by Public on 06/10/2026 16:41

Captação de órgão realizada no Hospital Abelardo Santos possibilita transplante em São Paulo

SAÚDE

Captação de órgão realizada no Hospital Abelardo Santos possibilita transplante em São Paulo

Gesto de solidariedade viabilizou transplante e destacou a importância da autorização familiar

Por Ascom Sespa (SESPA)
10/06/2026 19h28
Captação de órgão no Dia do Transplantado destaca importância da doação. Sérgio Moraes - HRAS

O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém, realizou uma captação de órgão que possibilitou a realização de um transplante em São Paulo, oferecendo uma nova oportunidade de vida ao paciente receptor. O procedimento foi viabilizado após a decisão solidária de uma família que, mesmo diante da perda de um ente querido, autorizou a doação.

A captação ocorreu no último sábado (6), data em que é celebrado o Dia Mundial do Paciente Transplantado, que homenageia pessoas que receberam uma nova chance de vida por meio de um transplante e busca conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos. A coincidência entre a data e a ação reforça como um gesto de solidariedade pode representar esperança para outras famílias.

Trabalho integrado garante a efetivação da doação

A mobilização envolveu a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT/EDOTT), a equipe multiprofissional do HRAS, a Central Estadual de Transplantes e os profissionais responsáveis pela captação e pelo transplante.

Após a confirmação do diagnóstico e o cumprimento de todos os protocolos legais e assistenciais, a família foi acolhida e acompanhada pela equipe multiprofissional da unidade. Durante todo o processo, recebeu informações sobre a doação e os procedimentos envolvidos, permitindo que a decisão fosse tomada de forma consciente.

Captação de órgão no HRAS mobiliza equipes e reforça importância da autorização familiar. - HRAS

Para a enfermeira Dejenane Costa, presidente da CIHDOTT do HRAS, a autorização familiar foi decisiva para que a doação fosse efetivada e reforça a necessidade de dialogar sobre o tema. "A autorização familiar foi fundamental para a efetivação da doação e reforça a importância de conversar sobre o tema com parentes e pessoas próximas. No Brasil, a autorização da família é indispensável para que a doação seja realizada após a morte", explicou.

A profissional também destacou a atuação das equipes responsáveis pelo acolhimento da família e pela condução de todas as etapas do processo, garantindo segurança, ética e humanização. Segundo ela, o trabalho integrado dos profissionais é essencial para que a doação se concretize e beneficie pacientes que aguardam por um transplante.

Como funciona a doação de órgãos no Brasil

No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende do diagnóstico de morte encefálica e da autorização da família. Antes da captação, equipes especializadas avaliam critérios clínicos e a viabilidade dos órgãos para transplante. Por isso, embora não seja necessário registrar oficialmente o desejo de ser doador, é fundamental comunicar essa decisão aos familiares.

Os órgãos doados são destinados a pacientes inscritos na lista única do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do Ministério da Saúde. A definição dos receptores segue critérios técnicos, como compatibilidade sanguínea e genética, gravidade do quadro clínico, tempo de espera e características físicas compatíveis com o órgão doado. Em situações de urgência, pacientes com risco iminente de morte podem ter prioridade. Todo o processo é coordenado pelas Centrais de Transplantes e monitorado pelo Ministério da Saúde, garantindo transparência e equidade na distribuição dos órgãos.

Referência em saúde pública

Maior unidade pública do Governo do Pará, o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos é referência no atendimento à mulher, à criança e à população indígena, tendo promovido mais de um milhão de atendimentos em 2025.

A estrutura conta com pronto-socorro pediátrico, ginecológico e obstétrico 24 horas, 360 leitos distribuídos entre emergência, cirurgia, internação clínica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidades de Cuidados Intermediários (UCIn). O hospital também é uma das principais maternidades do Estado, realizando mais de 5 mil partos anuais, além de dispor de um centro de terapia renal.

Texto: Ascom HRAS

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