06/10/2026 | Press release | Distributed by Public on 06/10/2026 16:41
Gesto de solidariedade viabilizou transplante e destacou a importância da autorização familiar
O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém, realizou uma captação de órgão que possibilitou a realização de um transplante em São Paulo, oferecendo uma nova oportunidade de vida ao paciente receptor. O procedimento foi viabilizado após a decisão solidária de uma família que, mesmo diante da perda de um ente querido, autorizou a doação.
A captação ocorreu no último sábado (6), data em que é celebrado o Dia Mundial do Paciente Transplantado, que homenageia pessoas que receberam uma nova chance de vida por meio de um transplante e busca conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos. A coincidência entre a data e a ação reforça como um gesto de solidariedade pode representar esperança para outras famílias.
Trabalho integrado garante a efetivação da doação
A mobilização envolveu a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT/EDOTT), a equipe multiprofissional do HRAS, a Central Estadual de Transplantes e os profissionais responsáveis pela captação e pelo transplante.
Após a confirmação do diagnóstico e o cumprimento de todos os protocolos legais e assistenciais, a família foi acolhida e acompanhada pela equipe multiprofissional da unidade. Durante todo o processo, recebeu informações sobre a doação e os procedimentos envolvidos, permitindo que a decisão fosse tomada de forma consciente.
Captação de órgão no HRAS mobiliza equipes e reforça importância da autorização familiar. - HRASPara a enfermeira Dejenane Costa, presidente da CIHDOTT do HRAS, a autorização familiar foi decisiva para que a doação fosse efetivada e reforça a necessidade de dialogar sobre o tema. "A autorização familiar foi fundamental para a efetivação da doação e reforça a importância de conversar sobre o tema com parentes e pessoas próximas. No Brasil, a autorização da família é indispensável para que a doação seja realizada após a morte", explicou.
A profissional também destacou a atuação das equipes responsáveis pelo acolhimento da família e pela condução de todas as etapas do processo, garantindo segurança, ética e humanização. Segundo ela, o trabalho integrado dos profissionais é essencial para que a doação se concretize e beneficie pacientes que aguardam por um transplante.
Como funciona a doação de órgãos no Brasil
No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende do diagnóstico de morte encefálica e da autorização da família. Antes da captação, equipes especializadas avaliam critérios clínicos e a viabilidade dos órgãos para transplante. Por isso, embora não seja necessário registrar oficialmente o desejo de ser doador, é fundamental comunicar essa decisão aos familiares.
Os órgãos doados são destinados a pacientes inscritos na lista única do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do Ministério da Saúde. A definição dos receptores segue critérios técnicos, como compatibilidade sanguínea e genética, gravidade do quadro clínico, tempo de espera e características físicas compatíveis com o órgão doado. Em situações de urgência, pacientes com risco iminente de morte podem ter prioridade. Todo o processo é coordenado pelas Centrais de Transplantes e monitorado pelo Ministério da Saúde, garantindo transparência e equidade na distribuição dos órgãos.
Referência em saúde pública
Maior unidade pública do Governo do Pará, o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos é referência no atendimento à mulher, à criança e à população indígena, tendo promovido mais de um milhão de atendimentos em 2025.
A estrutura conta com pronto-socorro pediátrico, ginecológico e obstétrico 24 horas, 360 leitos distribuídos entre emergência, cirurgia, internação clínica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidades de Cuidados Intermediários (UCIn). O hospital também é uma das principais maternidades do Estado, realizando mais de 5 mil partos anuais, além de dispor de um centro de terapia renal.
Texto: Ascom HRAS