Ministry of Justice and Public Safety of the Federative Republic of Brazil

09/18/2026 | Press release | Distributed by Public on 09/18/2026 16:18

MJSP reforça importância do trabalho integrado das forças de segurança pública no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 18/9/2026 - O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou, nesta sexta-feira (18), da apresentação das Ações Integradas para Enfrentamento ao Crime Organizado no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que apresentou iniciativas de atuação coordenada entre a União, estados e municípios para combater o crime organizado e promover a retomada de territórios.

"Com o trabalho conjunto temos a perspectiva de uma nova fotografia para o Rio de Janeiro tirando-o do domínio de facções e da corrupção e começando a construir uma nova política pública de segurança nesse País. O RJ é o começo, o plano piloto, de um projeto de integração das forças para trabalharem juntas e com o mesmo objetivo: dar tranquilidade ao povo que mora na comunidade", afirmou o presidente.

Lula disse ainda que o trabalho integrado será pautado em três eixos: asfixia da logística e da mobilidade do crime organizado, retomada de territórios e fortalecimento das forças policiais nas cidades mais populosas. "Esse é nosso compromisso, deixar o Rio livre para as pessoas se movimentarem sem preocupação", completou.

A polícia já localizou 138 unidades prisionais que abrigam lideranças de facções criminosas e serão transformadas em presídios de segurança máxima para impedir a comunicação com grupos de fora.

O presidente da República participou do evento no Rio de Janeiro. Foto: Tom Costa/MJSP

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ressaltou a importância do trabalho entre todas as forças de segurança para combater o crime organizado.

"A União tem batido recordes nos índices de segurança pública, homicídios, latrocínios, roubos de cargas, crimes graves que têm reduzido sistematicamente no Brasil. Trabalhamos com iniciativas no sentido de retomada dos territórios para assegurar cada vez mais a segurança pública. Nossa atuação é diuturna e coletiva", enfatizou.

Wellington Lima afirmou que, se o crime pretende ser organizado, o Estado tem que ser ainda mais: com tecnologia, cooperação e integração no combate à criminalidade. "Existe uma expectativa ainda maior para combater o crime organizado com a aprovação de legislações que permitiram inovar as ações, como a PEC da Segurança Pública".

Para o governador interino do estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, essa questão deve ser tratada como pauta prioritária e apartidária. "A assinatura dos convênios simboliza a ideia de integração de todos que se colocam no aparato de segurança. Sem bandeira, mas com a responsabilidade de realizar a despolitização da segurança. Voltados absolutamente na direção de cumprir o dever do Estado no âmbito da segurança", disse.

Ministro da Justiça e Lula durante um diálogo no evento. Foto: Tom Costa/MJSP

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, apontou que a integração das forças de segurança pública é a maior aposta para combater a criminalidade. "O modelo de segurança que pensamos para o Brasil é esse, trabalhando de maneira integrada, com inteligência e tecnologia. Tivemos a Ficco Day, ontem fizemos uma operação fiscalizando mais de 200 lojas de celulares em 15 estados, temos operações contra roubos de cargas, tudo isso com apoio das forças de segurança pública", pontuou.

Autoridades chegando ao evento que demonstrou as principais ações de combate ao crime organizado no RJ. Foto: Tom Costa/MJSP

Frentes de atuação

A estratégia está organizada em três frentes:

• Proteção Integrada dos Corredores Logísticos, em parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o estado do Rio de Janeiro;
• Política Estadual de Reocupação Territorial, também firmada entre o MJSP e o estado;
• Capacidade Municipal de Segurança, em parceria entre o ministério e o município do Rio de Janeiro.

Acordos assinados

A cooperação do MJSP no Rio de Janeiro está formalizada em três instrumentos já assinados: dois Acordos de Cooperação Técnica (ACT) com o estado do Rio de Janeiro e um Convênio de Receita com o município.

Foram celebrados o ACT nº 5/2026/MJSP/GOV-RJ, referente à proteção integrada dos corredores logísticos estratégicos, e o ACT nº 7/2026/MJSP/GOV-RJ, destinado ao fortalecimento da implementação da Política Estadual de Reocupação Territorial.

Os dois ACTs foram assinados pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em 4 de setembro de 2026, e pelo governador em exercício, em 9 de setembro de 2026. Os instrumentos têm vigência de 60 meses, a contar da assinatura, e eficácia condicionada à publicação dos respectivos extratos no Diário Oficial da União (DOU) e no Diário Oficial do Estado (DOE).

Cidade protegida

Com o município do Rio de Janeiro, a cooperação está formalizada no Convênio de Receita nº 01/2025, celebrado entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Prefeitura, com vigência de 36 meses a partir da assinatura, ocorrida em agosto de 2025, e execução prevista até agosto de 2028.

Nesse contexto, estão sendo formadas turmas de agentes da Guarda Municipal do Rio. Atualmente, 300 agentes integram as turmas, que, somadas às anteriores, totalizam aproximadamente 900 profissionais.

Escritório Nacional Anti-facção

Inaugurados em julho deste ano, os Escritórios Nacionais Anti-facção (ENAs) são estruturas permanentes criadas pela Senasp destinadas a integrar inteligência, informações, apoio operacional e articulação institucional para combater organizações criminosas de forma coordenada entre diferentes estados e órgãos.

No Rio de Janeiro, o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, explicou que a estrutura foi criada para apoiar outros estados na captura de foragidos que estejam no território fluminense, além de produzir inteligência para subsidiar operações realizadas por outras unidades da Federação.

A estratégia dos escritórios é evitar que o combate às facções fique restrito à atuação isolada de uma polícia ou de um estado. Como as organizações criminosas atuam em diferentes territórios, os ENAs funcionam como uma espécie de estrutura de conexão entre as forças de segurança.

O estado de São Paulo também possui uma unidade do Escritório Nacional Anti-facção (ENA). A próxima inauguração será em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Resultado do trabalho continuado

De acordo com um levantamento da Secretaria Nacional de Segurança Pública, entre janeiro e setembro de 2026, foram registradas 16 operações integradas relacionadas ao estado do Rio de Janeiro. As ações resultaram em 3.363 pessoas presas, 56 armas apreendidas, 1.198,39 kg de drogas apreendidas, 6.005 unidades de drogas sintéticas, 5.000 g de MDMA e 1.168 bens apreendidos.

As prisões e apreensões impactam a atuação das organizações criminosas, enquanto a recuperação de bens e o bloqueio de ativos ampliam a pressão sobre as estruturas econômicas que financiam suas atividades e contribuem para fortalecer a presença estatal.

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