PAHO - Pan American Health Organization

10/21/2025 | Press release | Distributed by Public on 10/21/2025 20:46

Em Brasília, países da América Latina e Caribe se comprometem a avançar na prevenção da gravidez na adolescência

Brasília sedia reuniões sub-regionais e regional que reúnem governos e organismos internacionais para acelerar avanços e reduzir desigualdades

Brasília, 21 de outubro de 2025 - O Ministério da Saúde do Brasil, representantes de 13 governos, organismos internacionais e especialistas em saúde sexual e reprodutiva e direitos das mulheres estão reunidos em Brasília para um encontro de alto nível sobre a prevenção da gravidez na adolescência. O evento "Futuro Sustentável - Prevenção da Gravidez na Adolescência na América Latina e Caribe" teve sua abertura oficial hoje (21), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de representantes das agências das Nações Unidas que co-realizam o evento: a representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Florbela Fernandes, o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Cristian Morales, e o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Joaquin Gonzalez-Aleman.

No encontro em Brasília, os países têm reafirmado seu compromisso com a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e jovens, a educação sexual integral e o acesso equitativo a métodos contraceptivos modernos. A reunião também marca um passo estratégico no fortalecimento da cooperação intersetorial e regional, garantindo que todas as meninas possam exercer plenamente seus direitos e construir um futuro sustentável, com igualdade e oportunidades.

"Precisamos garantir que o tema da saúde integral da mulher e da gravidez na adolescência esteja nas mais altas instâncias do governo. É essencial pensar novas formas de cuidado que atendam as adolescentes e assegurem o acesso gratuito, pelos sistemas públicos de saúde, às tecnologias mais avançadas de prevenção e tratamento. Enfrentar a gravidez na adolescência é também enfrentar as desigualdades de gênero e raciais que marcam nossa região. Unidos, como América Latina, temos força e diversidade para construir políticas públicas mais potentes e transformadoras.", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha

A Representante do UNFPA Brasil e Diretora de País para o Uruguai e Paraguai, Florbela Fernandes, reafirmou a importância do tema: Não haverá desenvolvimento sustentável enquanto os sonhos das meninas forem interrompidos por gravidezes não intencionais. É hora de colocar a gravidez na adolescência no centro das agendas nacionais, transformar compromissos em ações mensuráveis e mobilizar recursos e alianças para gerar impacto real."

Embora a região tenha registrado avanços significativos, a América Latina e o Caribe ainda ocupam o segundo lugar mundial em taxas de fecundidade adolescente, atrás apenas da África Subsaariana. Segundo estimativas recentes das Nações Unidas, a taxa regional caiu de 65,3 nascimentos por mil adolescentes (15-19 anos) em 2015 para 50,6 em 2024. Ainda assim, esses índices permanecem muito acima da média global (39 por mil).

O fenômeno afeta desproporcionalmente adolescentes em situação de pobreza, indígenas, afrodescendentes e moradoras de áreas rurais, refletindo desigualdades estruturais de gênero e etnico-raciais, educação e renda.

"Para enfrentar esses números, a cooperação entre os países da América Latina se faz essencial, ao compartilharem boas práticas para enfrentar a gravidez na adolescência de maneira intersetorial e escutando as próprias crianças e adolescentes. Afinal, não podemos enfrentar o cenário de gravidez na adolescência na região sem construir soluções com aqueles diretamente afetados. As nações aqui presentes, inclusive o Brasil, podem estar certos do apoio do UNICEF para fazer valer os compromissos assumidos", disse Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do UNICEF no Brasil.

O representante da OPAS e da OMS no Brasil, Cristian Morales destacou que embora a região das Américas tenha avançado na saúde das mulheres, crianças e adolescentes, ainda há profundas desigualdades e os grupos em situações de vulnerabilidade seguem sendo os mais afetados. "A redução da gravidez na adolescência exige metas claras, financiamento adequado, educação integral em saúde sexual e reprodutiva e uma resposta multissetorial centrada na equidade e na justiça reprodutiva. Sem enfrentar o racismo, a discriminação e a violência de gênero, não haverá acesso pleno aos direitos e à saúde para nossas meninas e nossos meninos".

PAHO - Pan American Health Organization published this content on October 21, 2025, and is solely responsible for the information contained herein. Distributed via Public Technologies (PUBT), unedited and unaltered, on October 22, 2025 at 02:46 UTC. If you believe the information included in the content is inaccurate or outdated and requires editing or removal, please contact us at [email protected]