08/10/2026 | Press release | Distributed by Public on 08/10/2026 14:09
Brasília, 10/8/2026 - O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), coordenou a segunda edição da Operação Redecarga, realizada entre 27 de julho e 7 de agosto deste ano.
Como resultado da operação, 154 pessoas foram presas, 33 armas e 47 veículos foram apreendidos e R$ 830 mil em cargas foram recuperados, com prejuízo estimado de R$ 18 milhões às organizações criminosas. Também foram realizados 1.324 procedimentos policiais.
"A integração entre as forças de segurança é essencial para o enfrentamento ao crime organizado. A Operação Redecarga fortalece a cooperação entre União e estados, amplia o compartilhamento de informações e potencializa a capacidade de investigar, desarticular e descapitalizar organizações criminosas que atuam em todo o País", afirmou o diretor da Diopi, Anchieta Nery.
A operação reúne as polícias civis dos 26 estados e do Distrito Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as Unidades de Recuperação de Ativos integrantes da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera), em atuação integrada contra organizações criminosas envolvidas em roubos e furtos de cargas, receptação qualificada, fraudes logísticas, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
Integração e fortalecimento institucional
A Operação Redecarga ampliou sua abrangência territorial, passando de 16 para as 27 unidades da Federação, e incorporou, pela primeira vez, as estruturas da Recupera ao planejamento operacional. A integração permite intensificar o emprego de inteligência financeira, investigação patrimonial, rastreamento de ativos ilícitos, bloqueio judicial de bens e recuperação de patrimônio proveniente de atividades criminosas, atingindo diretamente a capacidade financeira das organizações investigadas.
Além das ações voltadas à repressão qualificada de roubos e furtos de cargas, a operação identificou e desarticulou estruturas responsáveis pelo financiamento das organizações criminosas, incluindo operadores financeiros, empresas de fachada, mecanismos de ocultação patrimonial e redes de receptação.