01/29/2026 | Press release | Distributed by Public on 01/29/2026 09:16
Enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde de Sangradouro e Meruri, em General Carneiro, a 270 quilômetros de Cuiabá (MT), contam que a chegada da internet gratuita do programa Wi-Fi Brasil, do Ministério das Comunicações, permitiu o acesso a uma verdadeira biblioteca científica, ampliando o conhecimento sobre medicamentos utilizados em ocorrências com pacientes indígenas.
"Quando temos uma dúvida, agora pesquisamos sobre medicamentos, receitas médicas. Há nomes de medicamentos comerciais e genéricos. Não podemos entregar nada de forma errada ao paciente em relação ao que o médico receitou. A gente usa a internet e pesquisa tudo. Precisamos da internet. Ela ajuda a salvar vidas", conta Andreino Tsipadzato Wete, enfermeiro e coordenador do polo base de Sangradouro.
O polo base de Sangradouro atende uma população estimada de 2.800 pessoas, enquanto a UBS de Meruri atende, em média, 570. Juntas, as duas unidades realizam mais de 100 atendimentos diários. A comunicação e os agendamentos nas duas UBS agora são feitos integralmente pela internet. Antes, os profissionais de saúde utilizavam prontuários manuais, todos anotados e organizados por ordem alfabética, o que dificultava a localização de fichas, especialmente em casos de nomes e sobrenomes comuns.
"Esses são alguns dos agendamentos, consultas e exames especializados que fizemos via internet. Nós entramos em contato com o sistema de regulação e agendamento. Isso nos ajuda também a manter arquivada toda a documentação do paciente. Basta inserir no sistema que já agenda, já marca, e o paciente sai daqui com data e horário da consulta", explicou o enfermeiro da UBS de Meruri, Rafael Batista.
O Mato Grosso tem 63 UBS conectadas por meio do Programa Wi-Fi Brasil. A continuidade e a manutenção das conexões em UBS indígenas vêm sendo discutidas entre os Ministérios das Comunicações e da Saúde. A ação de conectar as unidades está inserida no PAC Conectividade. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que levar internet faz parte de um Plano Nacional de Inclusão Digital.
"O relato dos enfermeiros é a prova de que a internet vai além de um instrumento de inclusão. Ela é uma ferramenta essencial de trabalho na saúde, na educação e no desenvolvimento do país. É uma biblioteca científica em tempo real para auxiliar os profissionais, tanto na gestão administrativa quanto nas emergências", finalizou o ministro.