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05/08/2026 | Press release | Distributed by Public on 05/08/2026 15:57

Desenvolvimento de talentos exige cultura de aprendizado contínuo nas empresas, defende IEL Bahia

8 de maio de 2026

Desenvolvimento de talentos exige cultura de aprendizado contínuo nas empresas, defende IEL Bahia

IEL Iel Bahia INDEX


O desenvolvimento de talentos deixou de ser apenas uma atribuição do setor de Recursos Humanos e passou a ocupar posição estratégica dentro das organizações. A avaliação foi apresentada pelo gerente de Desenvolvimento de Carreiras do IEL Bahia, Afonso Almeida, durante o painel "Desenvolvimento de talentos na era digital: Desafios e Oportunidades", realizado durante o Index, nesta sexta-feira (8).
Segundo a especialista, o IEL mantém interlocução diária com profissionais de RH para discutir soluções voltadas ao desenvolvimento humano e à retenção de talentos. "É com o RH que a gente faz interlocução diariamente, é com quem sentamos para discutir soluções. O IEL tem expertise para falar desse assunto e compartilhar experiências", afirmou.


Entre os principais desafios enfrentados pelas empresas atualmente está a dificuldade de recrutar, selecionar e reter profissionais. De acordo com ela, o problema é percebido em diferentes segmentos econômicos e tem sido ampliado pelas mudanças tecnológicas e comportamentais das novas gerações.
"Muitas empresas relatam dificuldade de recrutar ou selecionar um talento. Essa não é uma queixa de uma empresa apenas, mas de muitos segmentos. As novas tecnologias também trouxeram desafios novos", destacou.


A geração Z aparece como um dos maiores pontos de atenção para os gestores. Dados do GPTW Brasil 2026 apontam que 68% dos líderes consideram essa geração a mais desafiadora no ambiente corporativo, especialmente em aspectos ligados ao engajamento, permanência e alinhamento cultural.
A especialista ressaltou que tratar o desenvolvimento humano como responsabilidade isolada do RH provoca impactos diretos nos resultados das empresas, incluindo aumento de custos com contratação, desgaste nas relações profissionais, atraso em projetos, alta rotatividade e perda de performance.
"Não desenvolver talentos hoje representa perder dinheiro", enfatizou. "Cuidar de pessoas é fundamental."


Ela alertou ainda para a necessidade de as empresas atuarem de forma preventiva na formação de profissionais. "É preciso parar de trocar o balde e fechar a torneira", disse, ao citar que apenas 13% dos gestores dedicam tempo consistente ao desenvolvimento de talentos. Outro dado apresentado aponta que 84% das iniciativas de transformação digital fracassam porque os fatores humano e cultural são ignorados.


Na avaliação da gerente, desenvolver talentos atualmente significa criar um ecossistema permanente de aprendizagem, integrado ao cotidiano do trabalho e preparado para a colaboração entre pessoas e máquinas. "O desenvolvimento deixou de ser um conjunto de treinamentos episódicos para se tornar um pilar estratégico de retenção, com aprendizado contínuo, personalizado e integrado ao fluxo do trabalho diário", explicou. Ela também destacou o papel das lideranças nesse processo. "O papel do líder não é mudar a pessoa, mas remover obstáculos para que ela cresça."


Outro desafio apontado é o equilíbrio entre agilidade e estabilidade dentro das organizações. Enquanto o mercado exige respostas rápidas e adaptação constante, os colaboradores necessitam de propósito claro, segurança psicológica e ambiente favorável à inovação. "O colaborador precisa de âncoras para inovar sem medo de errar", observou.


A especialista reforçou ainda a importância dos programas de estágio e aprendizagem como estruturas fundamentais para a formação de profissionais e construção de carreiras sustentáveis. "Precisamos ter soluções estratégicas. O desenvolvimento de talentos não é um desafio técnico de RH, mas um convite para que todos sejamos cientistas do próprio crescimento", afirmou. Ao encerrar a reflexão, ela destacou que, diante do avanço tecnológico e da inteligência artificial, compreender o comportamento humano será decisivo para o futuro das organizações. "Estudar o humano é o único caminho capaz de garantir que, em um mundo de máquinas potentes, possamos preservar a alma das nossas organizações", concluiu.

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