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PCdoB - Partido Comunista do Brasil

01/21/2026 | News release | Distributed by Public on 01/21/2026 11:48

Nádia Campeão participa de reunião do Fórum dos Movimentos Sociais do PCdoB

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A presidenta interina do PCdoB, Nádia Campeão, abriu a Reunião Ampliada do Fórum Nacional dos Movimentos Sociais nesta terça-feira (20) destacando que 2026 será um ano decisivo não apenas pela eleição presidencial, mas pela necessidade de responder com firmeza à nova ofensiva imperialista liderada por Donald Trump. "Estamos diante de uma mudança qualitativa na situação internacional", afirmou, referindo-se à invasão dos EUA à Venezuela e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cília Flores.

Para Nádia, o ataque à Venezuela representa um "pisoteamento descarado dos princípios do direito internacional" e exige uma resposta continental coordenada. "A reeleição de Lula tem um caráter democrático, mas também anti-imperialista", reforçou, lembrando que a vitória da extrema direita no Brasil consolidaria "amigos do Trump" no poder, com consequências diretas para a soberania latino-americana.

Participaram da reunião o secretário Sindical do PCdoB, Nivaldo Santana, o secretário de Movimentos Sociais, André Tokarski, Edson França, secretário de Combate ao Racismo e cerca de 90 dirigentes partidários e das frentes de massas.

Lutas sociais como pilar da mobilização popular

Nádia fez um balanço do ano de 2025 como um período de recuperação política e social após os ataques sofridos em 2023 e 2024. Segundo ela, o governo Lula avançou em políticas públicas mesmo sob pressão do centrão, do mercado financeiro e da extrema direita. Destacou conquistas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil - que entra em vigor em 5 de fevereiro -, a campanha pelo fim da escala 6×1 (trabalho aos domingos) e a mobilização contra a anistia aos golpistas de 8 de janeiro.

"Tivemos um ano de muita luta, em que reposicionamos nosso campo e o próprio presidente Lula como forças competitivas", avaliou. Ainda assim, alertou para os desafios internos, como a crise de segurança pública, que a extrema direita explora com narrativas autoritárias.

Internacionalismo estratégico: da Palestina à Groenlândia

A secretária de Relações Internacionais do PCdoB, Ana Prestes, retomou a linha definida no 16º Congresso do partido, realizado no início de 2025, quando a solidariedade internacional já era prioridade. "Já sabíamos que estávamos diante de um cerco crescente", disse, lembrando que o partido mantinha alerta máximo desde o fim do ano passado diante da escalada militar norte-americana na região.

Para Ana, o sequestro de Maduro e Cília Flores em 3 de janeiro de 2026 marca um novo patamar na ofensiva imperialista - comparável ao assassinato de Qasem Soleimani em 2020. "Esse dia não será esquecido. Eles agora têm reféns do império e usam isso para chantagear o governo legítimo da Venezuela." Diante disso, defendeu a superação da perplexidade inicial e a passagem imediata à ação coordenada.

Fortalecer frentes, articular redes e preparar o Encontro Nacional

Ana destacou que o PCdoB está enraizado em dezenas de redes internacionais - do Foro de São Paulo à Alba Movimentos, passando pela Oclae e pelo Fórum Social Mundial -, mas enfrenta o desafio de aprimoramento da coordenação interna. "Estamos posicionados ideologicamente, mas só teremos força real se houver unidade operacional", afirmou.

Nesse sentido, defendeu a realização de um Encontro Nacional das frentes de massa para definir orientação política comum e planejar atividades. Também chamou atenção para a necessidade de fortalecer mecanismos permanentes de solidariedade, como o Cebrapaz, e evitar a dispersão gerada pela atuação simultânea em múltiplas frentes. "Precisamos nivelar informações, alinhar análises e coordenar ações", resumiu.

2026: eleição como campo de batalha unificado

Ambas as dirigentes convergiram nos encaminhamentos finais: desenvolver a luta anti-imperialista de forma ampla, participar das mobilizações em defesa da soberania e autodeterminação dos povos; reforçar no Brasil as bandeiras do fim da escala 6×1, da isenção do IRPF até R$ 5 mil e da tarifa zero nos transportes; dinamizar o Fórum dos Movimentos Sociais com maior sinergia entre as frentes de massa e a direção partidária.

E, primordialmente, preparar os movimentos sociais para a grande batalha política de 2026 - reeleger Lula, eleger governadores progressistas, melhorar a composição do Congresso e ampliar a bancada do PCdoB. "Reeleger Lula é derrotar os amigos de Trump no Brasil", sintetizou Ana. E concluiu com um chamado à unidade: "Vamos juntos. Vamos na luta."

PCdoB - Partido Comunista do Brasil published this content on January 21, 2026, and is solely responsible for the information contained herein. Distributed via Public Technologies (PUBT), unedited and unaltered, on January 21, 2026 at 17:48 UTC. If you believe the information included in the content is inaccurate or outdated and requires editing or removal, please contact us at [email protected]