08/23/2026 | Press release | Distributed by Public on 08/23/2026 13:29
CEO da Volkswagen diz que situação da empresa é "mais do que crítica"
23/08/2026 19:07
O presidente executivo (CEO) do grupo Volkswagen disse que a atual situação da empresa é "mais do que crítica" e que enfrenta, juntamente com a restante indústria automóvel alemã, "a maior transformação da sua história". As declarações foram feitas numa entrevista publicada na rede interna do gigante alemão e noticiadas este domingo pela agência de notícias AFP.Oliver Blume, CEO da Volkswagen desde outubro de 2022, vai nos próximos dias reunir com trabalhadores de diferentes fábricas da Volkswagen para explicar os planos de corte de custos da empresa - que deverão resultar no despedimento de 100 mil pessoas. Segundo a AFP, a empresa alemã já está a operacionalizar metade destes despedimentos, tendo chegado a acordo com 37 mil funcionários até ao momento. Blume vai agora reunir com trabalhadores das fábricas de Wolfsburgo, Zwickau e Emden.O CEO diz que ainda não foram tomadas decisões quanto ao encerramento de fábricas, mas apontou que existem quatro unidades de produção na Alemanha (Emden, Hannover, Zwickau e Neckarsulm) para as quais "não conseguimos ver formas de se manterem lucrativas na década de 2030". Mas fechar fábricas seria sempre a "última e a mais dispendiosa solução".Oliver Blume aponta as tarifas norte-americanas, a guerra no Médio Oriente, a concorrência de fabricantes chineses e as barreiras regulatórias como os grandes desafios do grupo Volkswagen neste momento. Quando questionado se antecipa que a situação vá melhorar, o CEO foi contundente: "Pelo contrário, temos de assumir que os riscos vão piorar em todo o mundo". "Só seremos bem sucedidos se todas as pessoas da empresa apoiarem este plano", disse ainda na mesma entrevista.A Volkswagen está a estudar outras "soluções industriais" para as fábricas nas quais a produção pode ser parada, estando em conversações com uma empresa do setor militar para rentabilizar a fábrica de Osnabrueck.O lucro da gigante automóvel Volkswagen caiu para metade em 2025, chegando aos 6,9 mil milhões de euros, o valor mais baixo desde o escândalo Dieselgate. Já nos primeiros seis meses de 2026 os lucros caíram 30,7% para 3.103 milhões de euros. O presidente executivo (CEO) do grupo Volkswagen disse que a atual situação da empresa é "mais do que crítica" e que enfrenta, juntamente com a restante indústria automóvel alemã, "a maior transformação da sua história". As declarações foram feitas numa entrevista publicada na rede interna do gigante alemão e noticiadas este domingo pela agência de notícias AFP.Oliver Blume, CEO da Volkswagen desde outubro de 2022, vai nos próximos dias reunir com trabalhadores de diferentes fábricas da Volkswagen para explicar os planos de corte de custos da empresa - que deverão resultar no despedimento de 100 mil pessoas. Segundo a AFP, a empresa alemã já está a operacionalizar metade destes despedimentos, tendo chegado a acordo com 37 mil funcionários até ao momento. Blume vai agora reunir com trabalhadores das fábricas de Wolfsburgo, Zwickau e Emden.O CEO diz que ainda não foram tomadas decisões quanto ao encerramento de fábricas, mas apontou que existem quatro unidades de produção na Alemanha (Emden, Hannover, Zwickau e Neckarsulm) para as quais "não conseguimos ver formas de se manterem lucrativas na década de 2030". Mas fechar fábricas seria sempre a "última e a mais dispendiosa solução".Oliver Blume aponta as tarifas norte-americanas, a guerra no Médio Oriente, a concorrência de fabricantes chineses e as barreiras regulatórias como os grandes desafios do grupo Volkswagen neste momento. Quando questionado se antecipa que a situação vá melhorar, o CEO foi contundente: "Pelo contrário, temos de assumir que os riscos vão piorar em todo o mundo". "Só seremos bem sucedidos se todas as pessoas da empresa apoiarem este plano", disse ainda na mesma entrevista.A Volkswagen está a estudar outras "soluções industriais" para as fábricas nas quais a produção pode ser parada, estando em conversações com uma empresa do setor militar para rentabilizar a fábrica de Osnabrueck.O lucro da gigante automóvel Volkswagen caiu para metade em 2025, chegando aos 6,9 mil milhões de euros, o valor mais baixo desde o escândalo Dieselgate. Já nos primeiros seis meses de 2026 os lucros caíram 30,7% para 3.103 milhões de euros.