03/13/2026 | News release | Distributed by Public on 03/13/2026 04:44
A ANACOM divulga o relatório "O consumidor de comunicações eletrónicashttps://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=1828501" em Portugal relativo a 2025, que caracteriza o consumidor residencial, o utilizador empresarial e o não utilizador de serviços de comunicações eletrónicas.
Em 2025, a grande maioria das famílias portuguesas referiu dispor de algum serviço fixo de comunicações eletrónicas (93,2%), segundo os dados do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias, que permitem aferir a perceção dos utilizadores sobre o acesso aos serviços de comunicações eletrónicas.
O serviço com maior taxa de penetração foi o serviço de distribuição de sinais de TV por subscrição (TVS, 89,4%), seguindo-se o serviço de acesso à Internet em local fixo (SAI fixo, 85,3%). O serviço telefónico fixo (STF) registou uma taxa de penetração mais baixa (75,0%) e mais de metade das famílias com acesso a este serviço referiu não o utilizar (62,8%). A banda larga móvel no telemóvel ou em PC/tablet/pen/router (BLM) foi utilizada por 55,8% das famílias e o serviço telefónico móvel por 97,6% da população.
O serviço de acesso à Internet (fixo ou móvel) foi utilizado por 91,1% das famílias, mais 0,5 p.p. que no ano anterior e mais 3,8 p.p. desde 2021. Numa perspetiva individual, cerca de 89,5% da população referiu ter utilizado a Internet nos três meses anteriores à entrevista, (mais 1,0 p.p. face ao ano anterior) e 9,6% nunca utilizou Internet.
A combinação de serviços mais utilizada pelas famílias (não necessariamente em pacote) integrava o STF, a banda larga fixa (BLF), a TVS e a BLM (42,8%), seguindo-se os três serviços fixos STF+BLF+TVS (25,7%). Em comparação com o ano anterior, registou-se um aumento no principal tipo de conjugação de serviços mais utilizado (+3,8 p.p.) e um aumento em conjugações de serviços sem incluir o STF: BLF+BLM+TVS (+1,9 p.p.), BLF+TVS (+0,2 p.p.) e apenas TVS (+0,2 p.p.). A utilização da conjugação de três serviços fixos diminuiu 5,1 p.p. face ao ano anterior.
Em 2025, 87,1% das famílias referiu dispor de ofertas em pacote, mais 0,5 p.p. do que no ano anterior.
A TVS foi o serviço mais subscrito em ofertas em pacote (94,9% das famílias com serviços em pacote), seguindo-se a BLF (91,7%) e o STF (79,6%).
A presença de serviços móveis em ofertas em pacote é cada vez mais usual. Cerca de 79,4% das famílias com pacote de serviços referiu integrar no pacote o serviço telefónico móvel (STM), 76,1% a Internet através de telemóvel e 11,2% a BLM através de PC/tablet/pen/router.
Portugal tem-se aproximado dos valores da taxa de penetração da Internet registada na União Europeia (UE27), encontrando-se, em 2025, 3,7 p.p. abaixo da média europeia e no 24.º lugar do ranking da UE27.
Por outro lado, o acesso ao serviço telefónico fixo colocou Portugal na 3.ª posição do ranking da UE27, ficando somente abaixo da Grécia e de Malta, e a taxa de penetração de ofertas em pacote pelas famílias posicionou Portugal no 1.º lugar do ranking da UE27.
A Grande Lisboa, a Península de Setúbal e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira registaram uma maior proporção de famílias com acesso aos serviços fixos de comunicações eletrónicas e aos serviços em pacote. No caso particular da TVS e dos serviços em pacote a taxa de penetração foi superior a 90% nestas regiões. No SAI fixo a taxa de penetração variou entre 88% e 90% nestas regiões e no caso do STF a variação foi entre 79% e 84%.
A população mais jovem, mais instruída, na situação de emprego ou estudante e com rendimentos mais altos tende a registar uma maior taxa de penetração de serviços de comunicações eletrónicas.
No que se refere à não utilização de serviços de comunicações eletrónicas, o motivo mais referido pelas famílias para não dispor de STF em casa foi maioritariamente a substituição fixo/móvel: «utilizam telemóvel» (77,8%).
A não utilização da TVS prende-se sobretudo com motivos financeiros (31,6% referiu ser um serviço «demasiado dispendioso») e com a não utilidade do serviço (33,9% mencionou que «os canais não pagos são suficientes» e 19,4% referiu que «não têm tempo ou não têm hábito de ver televisão»).
O principal motivo para as famílias não terem acesso à Internet foram as questões relacionadas com a literacia digital: «não sabe utilizar» (41,4%), seguindo-se motivos relacionados com a utilidade do serviço (19,8%) e com razões económicas associadas ao custo elevado de acesso e do equipamento (12,3% e 10%, respetivamente).
No que se refere ao segmento empresarial, em 2025 a taxa de penetração de SAI (fixo e móvel) entre as empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço foi de 98,8%, segundo a Comissão Europeia (CE), com base no inquérito amostral Information and Communication Technologies Usage in Enterprises. Caso se considere somente a BLF, a taxa de penetração chegou aos 96,4% (1,4 p.p. acima da média da UE27). A taxa de penetração de BLF em Portugal ficou acima da média da UE27 na maioria das dimensões empresariais e dos sectores de atividade, com especial destaque para os «Transportes».
No que se refere à BLM, os dados de 2024 evidenciam que cerca de 73,1% das microempresas e 89,5% das empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço disponibilizava dispositivos portáteis aos seus trabalhadores permitindo uma ligação móvel à Internet para fins profissionais. Nos últimos quatro anos, as microempresas registaram um crescimento da taxa de penetração de BLM de 24,5 p.p. e as empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço verificaram um crescimento de 22,4 p.p..