Federal Government of Brazil

10/24/2025 | Press release | Distributed by Public on 10/24/2025 04:38

Lula sobre reunião com Trump: “Não existe veto a nenhum assunto”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira ( 24), no encerramento de sua visita à Indonésia, que espera que o provável encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para domingo (26), seja tranquilo e resulte em bom entendimento para as duas nações.

Nosso interesse é contribuir para que as coisas terminem da melhor forma possível: que ganhe o Brasil e que ganhe os Estados Unidos. Mas, sobretudo, que ganhe o povo brasileiro e o povo americano"

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

"Estou convencido de que a gente pode avançar muito e voltar a uma relação civilizatória com os Estados Unidos, coisa que já temos há 201 anos. Nosso interesse é contribuir para que as coisas terminem da melhor forma possível: que ganhe o Brasil e que ganhe os Estados Unidos. Mas, sobretudo, que ganhe o povo brasileiro e o povo americano".

O presidente brasileiro ressaltou que não haverá tema que não possa ser discutido entre os dois lados. "Não existe veto a nenhum assunto. Não tem assunto proibido para um país do tamanho do Brasil conversar com um país do tamanho dos Estados Unidos. Podemos discutir de Gaza à Ucrânia, de Rússia a Venezuela, materiais críticos, minerais, terras raras. Qualquer assunto", listou.

TAXAS - Lula adiantou que o Brasil vai defender o argumento que tem sido a tônica da política externa do país desde o início desse processo, de que as taxas impostas ao país não têm motivação sustentável. "Tenho todo o interesse e disposição de mostrar que houve equívoco nas taxações. Quero provar com números. A tese pela qual se taxou o Brasil não tem sustentação. Os Estados Unidos têm superávit de 410 bilhões de dólares em 15 anos com o Brasil", argumentou.

CAFÉ E CARNE - O líder brasileiro citou ainda que as taxas de 50% impostas de forma unilateral sobre as exportações brasileiras tiveram efeitos adversos para a população norte-americana. "O presidente Trump sabe que o preço da carne lá está alto, que o cafezinho vai ficando caro, então penso que as pessoas vão descobrindo que nem todas as medidas que a gente toma repercutem do jeito que a gente queria", ponderou.

SANÇÕES -Lula também antecipou que pretende abordar questões relativas a sanções a autoridades e ao país por razões políticas. "A tese de que não temos direitos humanos no Brasil não tem veracidade. Quem comete crime no Brasil é julgado e quem for considerado culpado é punido", prosseguiu. "Também quero discutir a punição dada a ministros brasileiros da Suprema Corte".

A tese pela qual se taxou o Brasil não tem sustentação. Os Estados Unidos têm superávit de 410 bilhões de dólares em 15 anos com o Brasil"

SOBERANIA - Perguntado sobre ações recentes dos Estados Unidos em torno do combate às drogas na região da América Latina, com ataques a embarcações que supostamente transportavam substâncias ilícitas, Lula citou a necessidade de respeito às regras da política internacional. "Você tem que prender as pessoas, julgar, saber se estavam ou não traficando, e aí punir de acordo com a lei. Você não pode simplesmente dizer que vai combater o narcotráfico na terra dos outros sem levar em conta a Constituição dos outros países, a autodeterminação dos povos ou a soberania territorial. Se o mundo ficar uma terra sem lei, fica difícil viver. Se o presidente Trump quiser discutir esse assunto comigo, terei imenso prazer".

MENSAGEM POSITIVA - Lula concluiu ressaltando ter esperança de que a reunião possa resultar também em uma mensagem positiva ao mundo. "Nós somos as duas maiores democracias do Ocidente. Temos que passar para a humanidade harmonia e não desavença. Temos que mostrar para a humanidade uma perspectiva objetiva na melhoria de vida dos povos que a gente representa".

MALÁSIA - A visita de Estado à Malásia marca a segunda parte da viagem de Lula ao Sudeste Asiático. Em Kuala Lumpur, o presidente brasileiro e o presidente norte-americano participarão da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). As relações do Brasil com a ASEAN constituem um eixo estruturante da prioridade atribuída pela política externa brasileira ao adensamento das relações com os países do Sudeste Asiático. Do ponto de vista econômico, a corrente comercial do Brasil com os países da ASEAN passou de US$ 3 bilhões em 2002 para US$ 37 bilhões em 2024, um aumento de doze vezes. Em 2024, o bloco foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil no mundo, sendo também o quarto maior destino das exportações brasileiras e responsável por 20% de todo o superávit da balança comercial brasileira, com saldo positivo de USD 15,5 bilhões

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