07/07/2026 | Press release | Distributed by Public on 07/07/2026 05:27
Após susto, HSBC reduz risco na exposição ao crédito privado
07/07/2026 11:10
O HSBC está a cortar nos empréstimos a fundos e clientes de crédito privado, depois de algumas falências terem levantado dúvidas sobre os critérios de concessão e levado alguns bancos a reduzirem a sua exposição.De acordo com o Financial Times, o gigante britânico tem vindo a comunicar aos clientes nas últimas semanas que não vai renovar as suas linhas de crédito. A distinção entre que fundos financiar baseia-se no retorno em função do risco e o HSBC quer passar a focar-se mais em crédito a fundos de crédito privado menos arriscados.O HSBC é o último banco a reduzir a exposição a estes fundos - detidos por grandes gestoras, que emprestam dinheiro diretamente a empresas privadas, contornando os bancos - que têm sido afetados por várias falências.No entanto, esta não foi a primeira via de pressão do banco sobre o setor. Tanto o HSBC como o Barclays estavam, de acordo com o jornal financeiro britânico, a obrigar os fundos de crédito privado a procurarem alternativas de financiamento em condições semelhantes, para que os seus empréstimos continuassem a ser rentáveis.Até agora este era um negócio habitual para a banca, apesar de mais arriscado. É que ao concederem liquidez a fundos de crédito privado - operação que tem a designação de "back leverage" - gera receitas para as entidades financeiras, ao mesmo tempo que permite que os fundos financiem crédito. Só que o formato da concessão de crédito leva a que a banca também tenha exposição indireta ao desempenho dos créditos.O catalisador para esta tomada de decisão, no caso do HSBC e do Barclays, foi a falência da Market Financial Solutions (MFS), que afetou as duas instituições financeiras. A MFS faliu em fevereiro devido a alegações de fraude que indicavam que a empresa devia mais de dois mil milhões de libras a grandes bancos e fundos de crédito privado. O Braclays teve de provisionar 228 milhões de euros para cobrir perdas diretas e o HSBC pôs de lado 400 milhões para o mesmo efeito, embora o impacto tenha sido através da unidade de crédito privado da Apollo, a Atlas SP que tinha emprestado dinheiro à MFS.À MFS seguiram-se duas empresas norte-americanas - a Tricolor, de créditos para automóveis, e a fabricantes de partes para carros, a First Brands Group. Os reguladores também têm soado alertas e o Banco Central Europeu (BCE) chegou mesmo a afirmar que havia potencial de que os choques fossem "transmitidos, amplificados e redistribuídos" pelo sistema financeiro. O HSBC está a cortar nos empréstimos a fundos e clientes de crédito privado, depois de algumas falências terem levantado dúvidas sobre os critérios de concessão e levado alguns bancos a reduzirem a sua exposição.De acordo com o Financial Times, o gigante britânico tem vindo a comunicar aos clientes nas últimas semanas que não vai renovar as suas linhas de crédito. A distinção entre que fundos financiar baseia-se no retorno em função do risco e o HSBC quer passar a focar-se mais em crédito a fundos de crédito privado menos arriscados.O HSBC é o último banco a reduzir a exposição a estes fundos - detidos por grandes gestoras, que emprestam dinheiro diretamente a empresas privadas, contornando os bancos - que têm sido afetados por várias falências.No entanto, esta não foi a primeira via de pressão do banco sobre o setor. Tanto o HSBC como o Barclays estavam, de acordo com o jornal financeiro britânico, a obrigar os fundos de crédito privado a procurarem alternativas de financiamento em condições semelhantes, para que os seus empréstimos continuassem a ser rentáveis.Até agora este era um negócio habitual para a banca, apesar de mais arriscado. É que ao concederem liquidez a fundos de crédito privado - operação que tem a designação de "back leverage" - gera receitas para as entidades financeiras, ao mesmo tempo que permite que os fundos financiem crédito. Só que o formato da concessão de crédito leva a que a banca também tenha exposição indireta ao desempenho dos créditos.O catalisador para esta tomada de decisão, no caso do HSBC e do Barclays, foi a falência da Market Financial Solutions (MFS), que afetou as duas instituições financeiras. A MFS faliu em fevereiro devido a alegações de fraude que indicavam que a empresa devia mais de dois mil milhões de libras a grandes bancos e fundos de crédito privado. O Braclays teve de provisionar 228 milhões de euros para cobrir perdas diretas e o HSBC pôs de lado 400 milhões para o mesmo efeito, embora o impacto tenha sido através da unidade de crédito privado da Apollo, a Atlas SP que tinha emprestado dinheiro à MFS.À MFS seguiram-se duas empresas norte-americanas - a Tricolor, de créditos para automóveis, e a fabricantes de partes para carros, a First Brands Group. Os reguladores também têm soado alertas e o Banco Central Europeu (BCE) chegou mesmo a afirmar que havia potencial de que os choques fossem "transmitidos, amplificados e redistribuídos" pelo sistema financeiro.