03/16/2026 | Press release | Distributed by Public on 03/16/2026 17:02
O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), tem atuado em diferentes frentes para fortalecer a capacidade de resposta do país diante dos desastres. Entre as iniciativas estão sistemas de alerta, planejamento para gestão de riscos e obras estruturais voltadas à proteção de comunidades vulneráveis.
Nos últimos anos, cenas como enchentes que invadem casas, deslizamentos de terra que colocam comunidades inteiras em risco e longos períodos de estiagem que afetam o abastecimento de água têm se tornado cada vez mais frequentes em diferentes regiões do Brasil. Nesse sentido, o avanço dos eventos climáticos extremos têm reforçado a necessidade de ampliar políticas públicas de prevenção e adaptação para reduzir riscos e proteger vidas.
BARREIRAS SABO - Um exemplo é a implantação das barreiras SABO, estruturas capazes de conter o fluxo de detritos provocado por deslizamentos de terra. O projeto é resultado de uma cooperação entre Brasil e Japão e está sendo implementado inicialmente em municípios da Região Serrana do Rio de Janeiro, uma das áreas mais vulneráveis a esse tipo de desastre no país.
De acordo com o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, a iniciativa representa um avanço importante na prevenção de tragédias associadas às chuvas intensas. "Essa é uma tecnologia muito eficiente, utilizada há décadas no Japão, que ajuda a reduzir os impactos dos deslizamentos de terra e proteger as comunidades que vivem em áreas de risco", destacou o secretário.
As barreiras SABO funcionam como sistemas de retenção capazes de conter rochas, troncos e sedimentos que descem das encostas durante chuvas intensas. Ao reduzir a velocidade e o volume desses materiais, as estruturas ajudam a minimizar danos e a preservar vidas.
SISTEMAS DE ALERTA - Além das obras de contenção, o Governo do Brasil também investe no fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país. Entre as iniciativas está o Defesa Civil Alerta, sistema que envia avisos emergenciais diretamente à população em situações de risco, ampliando a capacidade de prevenção e resposta diante de eventos climáticos severos.
INFRAESTRUTURA HÍDRICA - Outra frente importante envolve ações voltadas à segurança hídrica e à convivência com eventos climáticos extremos, como secas e cheias. Por meio da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), são executadas obras estruturantes, como barragens, adutoras, canais e sistemas de abastecimento de água, que ampliam a capacidade de armazenamento e distribuição hídrica no país. Esses empreendimentos são fundamentais para garantir o abastecimento humano, fortalecer a produção agrícola e aumentar a resiliência das cidades diante de períodos prolongados de seca ou de variações cada vez mais intensas no regime de chuvas.
"A segurança hídrica é um dos maiores desafios do nosso tempo. Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, garantir água em quantidade e qualidade para a população significa proteger vidas, fortalecer a produção, reduzir desigualdades e promover desenvolvimento sustentável", destacou o secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira.
AJUDA A MINAS GERAIS - Os impactos recentes das chuvas em Minas Gerais evidenciam a importância desse cuidado com políticas de prevenção e resposta a desastres no país. Na Zona da Mata mineira, municípios como Juiz de Fora, Ubá e Mathias Barbosa foram duramente atingidos por temporais que provocaram mortes, destruição de moradias e danos à infraestrutura urbana.
Desde o início da tragédia, o Governo do Brasil atua em conjunto com as Defesas Civis municipal e estadual para apoiar as ações emergenciais e a reconstrução das cidades afetadas. Em visita às áreas mais atingidas, os ministros Waldez Góes (MIDR) e Rui Costa (Casa Civil) acompanharam de perto os impactos das chuvas e discutiram medidas de apoio à recuperação da região. Entre as ações anunciadas pelo Governo do Brasil está o pagamento do Auxílio Reconstrução, no valor de R$ 7,3 mil, destinado a famílias que tiveram perdas materiais em decorrência do desastre.