04/17/2026 | Press release | Distributed by Public on 04/18/2026 07:26
Famílias de agricultores afetadas pela praga conhecida como "vassoura-de-bruxa" no Amapá vão receber apoio federal, com a liberação, nesta sexta-feira (17/4), de R$ 3,7 milhões pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). O ministro Waldez Góes entregou pessoalmente ao secretário-chefe do Gabinete de Proteção e Defesa Civil do Amapá, coronel Frederico Medeiros, a portaria que autoriza o repasse para ações emergenciais de enfrentamento à praga.
O recurso será destinado à assistência humanitária e, principalmente, à segurança alimentar das famílias de agricultores que tiveram suas produções de mandioca comprometidas, principal fonte de renda e subsistência de milhares de produtores rurais e comunidades indígenas na região. A medida ocorre apenas dois dias após o MIDR ter realizado o reconhecimento federal de situação de emergência em 10 cidades do estado.
Durante o encontro em Brasília, o ministro Waldez Góes destacou que a liberação célere dos recursos faz parte de uma diretriz direta do presidente Lula para minimizar o sofrimento dos produtores rurais. "Estamos passando às mãos do Coronel Medeiros a aprovação do plano de resposta para garantir segurança alimentar às famílias que têm vivido essa dificuldade com a vassoura-de-bruxa. São mais de R$ 3,7 milhões para apoiar agricultores e agricultoras em 10 municípios, incluindo o monitoramento em Santana", afirmou o ministro.
O Coronel Frederico Medeiros, que esteve acompanhado pelo Tenente Adolpho, reforçou a importância da parceria entre as esferas de governo. "A orientação do governador Clécio Luís é que estejamos próximos ao Ministério. Temos total confiança no apoio do Governo Federal para desenvolver as ações de Defesa Civil necessárias para responder aos eventos que atingem o nosso estado", declarou o secretário estadual.
Na última quarta-feira (15), o MIDR já havia reconhecido a situação de emergência nos municípios de Amapá, Calçoene, Cutias, Ferreira Gomes, Oiapoque, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Pracuúba, Serra do Navio e Tartarugalzinho.
No fim de 2025, metade dos municípios do Amapá teve situação de emergência reconhecida em razão da infestação da praga "vassoura-de-bruxa " nas lavouras de mandioca, principal fonte de renda de produtores rurais e comunidades indígenas. A medida formalizou a crise em cidades como Amapá, Calçoene, Cutias, Oiapoque, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Pracuúba e Tartarugalzinho.
Desde então, o Governo Federal vem atuando em força-tarefa, com ações coordenadas entre diferentes ministérios para conter a praga, apoiar a produção agrícola e garantir segurança alimentar. Entre as medidas estão iniciativas de controle sanitário, apoio à renda dos produtores, pesquisas para desenvolvimento de variedades mais resistentes e a implantação de estruturas móveis para processamento da mandioca nas comunidades afetadas.
O acesso a recursos federais para restabelecimento e assistência humanitária exige que estados e municípios obtenham reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública e apresentem, por meio do S2iD - Sistema Integrado de Informações sobre Desastres , planos de trabalho claros e metas de atuação. Nesse processo, o passo a passo para solicitação de recursos está detalhado no portal do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) , assim como orientações práticas sobre como usar o S2iD para agilizar a obtenção de recursos federais em situações de emergência, desde o registro do desastre até a autorização e transferência dos valores.