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10/09/2026 | Press release | Distributed by Public on 10/09/2026 16:21

Carneiro duvida de verbas para pós-PRR e tempestades e acusa Governo de 'incompetência'

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Carneiro duvida de verbas para pós-PRR e tempestades e acusa Governo de "incompetência"
09/10/2026 22:00

O secretário-geral do PS manifestou hoje dúvidas sobre se as verbas previstas no Orçamento do Estado para projetos pós-PRR e prejuízos das tempestades são suficientes, acusando o Governo de revelar "insensibilidade" perante os problemas enfrentados pelas pessoas.À margem de uma visita à Feira de Outubro, em Vila Franca de Xira, José Luís Carneiro disse que o partido vai analisar detalhadamente a proposta orçamental para perceber se os montantes inscritos são suficientes para responder a duas das condições colocadas pelo PS para viabilizar o documento."O que vamos verificar é se os recursos financeiros previstos são suficientes para realizar esses investimentos. Se não forem suficientes em sede de Orçamento do Estado, queremos saber quais são as outras fontes de financiamento", afirmou.O líder socialista referia-se, por um lado, à conclusão de projetos inicialmente enquadrados no PRR e, por outro, às intervenções destinadas a compensar os danos provocados pelas tempestades que afetaram vários concelhos do país.Segundo José Luís Carneiro, continuam a existir autarquias, empresas e famílias à espera da concretização dos apoios prometidos, considerando que o Governo tem a obrigação de garantir os meios necessários para responder a essas situações.As declarações surgem horas depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter garantido no debate quinzenal, no Parlamento, que os planos do executivo para os investimentos pós-PRR e para a recuperação dos prejuízos das tempestades estão "completamente a ser executados".O chefe do Governo respondia a uma interpelação do líder socialista sobre duas das quatro condições apontadas pelo PS para viabilizar o OE2027.Apesar de reiterar que o PS não pretende provocar uma crise política e que agirá com sentido de responsabilidade na apreciação do orçamento, José Luís Carneiro voltou a marcar distâncias em relação às opções do executivo."Este não é o orçamento do Partido Socialista, nunca seria o nosso orçamento", afirmou, defendendo que os socialistas teriam definido outras prioridades.O secretário-geral do PS criticou ainda aquilo que considera ser a falta de resposta do Governo perante o agravamento do custo de vida e acusou o executivo de estar afastado das dificuldades sentidas pela população."Temos infelizmente um Governo incompetente e muito insensível aos problemas das pessoas. O Governo fala como se nada se estivesse a passar", declarou.O secretário-geral do PS acusou ainda o Governo de agravar a crise da habitação e de estar a "ofender os jovens" com as alterações à lei das rendas, afirmando que o PS continua empenhado em construir um "Serviço Nacional de Habitação"."Esta proposta que este Governo apresentou agora, com o apoio dos liberais e do Chega, relativa à lei de rendas, é uma ofensa grave aos mais jovens que são confrontados com dificuldades acrescidas para entrar no mercado de arrendamento", sustentou.O dirigente socialista defendeu que o PS tem apresentado alternativas destinadas a estimular o mercado de arrendamento, garantindo "simultaneamente segurança aos proprietários e proteção aos inquilinos, especialmente aos jovens entre os 18 e os 35 anos" e às pessoas abrangidas por rendas acessíveis.Questionado sobre o risco de crescimento da tensão social associado à crise da habitação, numa altura em que estão anunciados protestos em Portugal e noutros países europeus, José Luís Carneiro respondeu que esse cenário "pode acontecer".O secretário-geral do PS recordou que, há cerca de um ano, alertou o primeiro-ministro para a necessidade de respostas urgentes em territórios afetados pela falta de habitação, nomeadamente na Área Metropolitana de Lisboa, considerando que o Governo ignorou as propostas socialistas.De acordo com o líder do PS, as medidas adotadas pelo executivo do lado da procura contribuíram para o aumento dos preços, referindo que os custos com a habitação cresceram mais de 28% nos últimos dois anos.José Luís Carneiro afirmou também que mais de 18% dos jovens vivem atualmente em casas partilhadas, apontando este dado como um sinal da dificuldade de acesso à habitação. O secretário-geral do PS manifestou hoje dúvidas sobre se as verbas previstas no Orçamento do Estado para projetos pós-PRR e prejuízos das tempestades são suficientes, acusando o Governo de revelar "insensibilidade" perante os problemas enfrentados pelas pessoas.À margem de uma visita à Feira de Outubro, em Vila Franca de Xira, José Luís Carneiro disse que o partido vai analisar detalhadamente a proposta orçamental para perceber se os montantes inscritos são suficientes para responder a duas das condições colocadas pelo PS para viabilizar o documento."O que vamos verificar é se os recursos financeiros previstos são suficientes para realizar esses investimentos. Se não forem suficientes em sede de Orçamento do Estado, queremos saber quais são as outras fontes de financiamento", afirmou.O líder socialista referia-se, por um lado, à conclusão de projetos inicialmente enquadrados no PRR e, por outro, às intervenções destinadas a compensar os danos provocados pelas tempestades que afetaram vários concelhos do país.Segundo José Luís Carneiro, continuam a existir autarquias, empresas e famílias à espera da concretização dos apoios prometidos, considerando que o Governo tem a obrigação de garantir os meios necessários para responder a essas situações.As declarações surgem horas depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter garantido no debate quinzenal, no Parlamento, que os planos do executivo para os investimentos pós-PRR e para a recuperação dos prejuízos das tempestades estão "completamente a ser executados".O chefe do Governo respondia a uma interpelação do líder socialista sobre duas das quatro condições apontadas pelo PS para viabilizar o OE2027.Apesar de reiterar que o PS não pretende provocar uma crise política e que agirá com sentido de responsabilidade na apreciação do orçamento, José Luís Carneiro voltou a marcar distâncias em relação às opções do executivo."Este não é o orçamento do Partido Socialista, nunca seria o nosso orçamento", afirmou, defendendo que os socialistas teriam definido outras prioridades.O secretário-geral do PS criticou ainda aquilo que considera ser a falta de resposta do Governo perante o agravamento do custo de vida e acusou o executivo de estar afastado das dificuldades sentidas pela população."Temos infelizmente um Governo incompetente e muito insensível aos problemas das pessoas. O Governo fala como se nada se estivesse a passar", declarou.O secretário-geral do PS acusou ainda o Governo de agravar a crise da habitação e de estar a "ofender os jovens" com as alterações à lei das rendas, afirmando que o PS continua empenhado em construir um "Serviço Nacional de Habitação"."Esta proposta que este Governo apresentou agora, com o apoio dos liberais e do Chega, relativa à lei de rendas, é uma ofensa grave aos mais jovens que são confrontados com dificuldades acrescidas para entrar no mercado de arrendamento", sustentou.O dirigente socialista defendeu que o PS tem apresentado alternativas destinadas a estimular o mercado de arrendamento, garantindo "simultaneamente segurança aos proprietários e proteção aos inquilinos, especialmente aos jovens entre os 18 e os 35 anos" e às pessoas abrangidas por rendas acessíveis.Questionado sobre o risco de crescimento da tensão social associado à crise da habitação, numa altura em que estão anunciados protestos em Portugal e noutros países europeus, José Luís Carneiro respondeu que esse cenário "pode acontecer".O secretário-geral do PS recordou que, há cerca de um ano, alertou o primeiro-ministro para a necessidade de respostas urgentes em territórios afetados pela falta de habitação, nomeadamente na Área Metropolitana de Lisboa, considerando que o Governo ignorou as propostas socialistas.De acordo com o líder do PS, as medidas adotadas pelo executivo do lado da procura contribuíram para o aumento dos preços, referindo que os custos com a habitação cresceram mais de 28% nos últimos dois anos.José Luís Carneiro afirmou também que mais de 18% dos jovens vivem atualmente em casas partilhadas, apontando este dado como um sinal da dificuldade de acesso à habitação.

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