09/16/2026 | Press release | Distributed by Public on 09/16/2026 01:37
Ministro da Defesa da China entra no debate sobre riscos da IA. "Preparem-se antes que chova"
16/09/2026 07:24
O ministro da Defesa chinês, Dong Jun, apelou esta terça-feira para que os países se "preparem antes que chova" perante riscos associados à inteligência artificial, ao espaço e a outros domínios emergentes, na abertura do Fórum Xiangshan, em Pequim.Dong dedicou parte da intervenção a defender mais diálogo sobre a segurança das novas tecnologias, assim como maior partilha de experiências, avaliação de riscos e elaboração de normas para evitar problemas decorrentes da possível militarização ou de uma governação insuficiente.O ministro discursou na abertura da 13.ª edição do Fórum Xiangshan, que decorre até quinta-feira sob o lema "Construir consensos sobre a estabilidade e promover conjuntamente a governação da segurança", numa altura de crescente preocupação nos Estados Unidos com os riscos associados à inteligência artificial.Dong afirmou que o lema tem "importante significado prático" num contexto de aumento dos fatores de instabilidade e incerteza global e defendeu uma visão de segurança "comum, abrangente, cooperativa e sustentável".O ministro contrapôs esta abordagem ao "velho pensamento" de 'tudo ou nada' que, afirmou, "não consegue resolver os atuais problemas internacionais", e defendeu que a segurança deve ser alcançada através do "diálogo político" e de "negociações pacíficas".Num discurso sem referências diretas aos Estados Unidos, Dong alertou contra o "hegemonismo", o "militarismo" e o "revisionismo histórico" e criticou as práticas de "formar pequenos grupos" e "deitar achas para a fogueira" em conflitos regionais.Dong também não se referiu especificamente a Taiwan, ilha autogovernada cuja soberania Pequim reivindica, ao contrário da edição do ano passado, quando reiterou a importância da "reunificação" do território com a China. O governante afirmou que "a força não resolve a raiz das contradições" e que "a pressão do poder apenas aprofunda as divisões", defendendo o diálogo e a consulta como "o único caminho correto" para resolver disputas.Dong apelou à preservação do sistema internacional com as Nações Unidas no centro, à defesa do "verdadeiro multilateralismo" e ao reforço da voz dos países em desenvolvimento na governação da segurança.O ministro afirmou que a China mantém uma posição "objetiva e imparcial" perante os focos de tensão internacionais e continuará a desempenhar um papel "construtivo" na resolução pacífica de disputas.O Fórum Xiangshan, que este ano assinala o 20.º aniversário, reúne em Pequim delegações militares, responsáveis políticos e especialistas de vários países, tendo como temas de fundo Taiwan, Ucrânia, Médio Oriente, segurança marítima e competição tecnológica entre China e Estados Unidos. O ministro da Defesa chinês, Dong Jun, apelou esta terça-feira para que os países se "preparem antes que chova" perante riscos associados à inteligência artificial, ao espaço e a outros domínios emergentes, na abertura do Fórum Xiangshan, em Pequim.Dong dedicou parte da intervenção a defender mais diálogo sobre a segurança das novas tecnologias, assim como maior partilha de experiências, avaliação de riscos e elaboração de normas para evitar problemas decorrentes da possível militarização ou de uma governação insuficiente.O ministro discursou na abertura da 13.ª edição do Fórum Xiangshan, que decorre até quinta-feira sob o lema "Construir consensos sobre a estabilidade e promover conjuntamente a governação da segurança", numa altura de crescente preocupação nos Estados Unidos com os riscos associados à inteligência artificial.Dong afirmou que o lema tem "importante significado prático" num contexto de aumento dos fatores de instabilidade e incerteza global e defendeu uma visão de segurança "comum, abrangente, cooperativa e sustentável".O ministro contrapôs esta abordagem ao "velho pensamento" de 'tudo ou nada' que, afirmou, "não consegue resolver os atuais problemas internacionais", e defendeu que a segurança deve ser alcançada através do "diálogo político" e de "negociações pacíficas".Num discurso sem referências diretas aos Estados Unidos, Dong alertou contra o "hegemonismo", o "militarismo" e o "revisionismo histórico" e criticou as práticas de "formar pequenos grupos" e "deitar achas para a fogueira" em conflitos regionais.Dong também não se referiu especificamente a Taiwan, ilha autogovernada cuja soberania Pequim reivindica, ao contrário da edição do ano passado, quando reiterou a importância da "reunificação" do território com a China. O governante afirmou que "a força não resolve a raiz das contradições" e que "a pressão do poder apenas aprofunda as divisões", defendendo o diálogo e a consulta como "o único caminho correto" para resolver disputas.Dong apelou à preservação do sistema internacional com as Nações Unidas no centro, à defesa do "verdadeiro multilateralismo" e ao reforço da voz dos países em desenvolvimento na governação da segurança.O ministro afirmou que a China mantém uma posição "objetiva e imparcial" perante os focos de tensão internacionais e continuará a desempenhar um papel "construtivo" na resolução pacífica de disputas.O Fórum Xiangshan, que este ano assinala o 20.º aniversário, reúne em Pequim delegações militares, responsáveis políticos e especialistas de vários países, tendo como temas de fundo Taiwan, Ucrânia, Médio Oriente, segurança marítima e competição tecnológica entre China e Estados Unidos.