O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, apelou esta sexta-fiera a "soluções práticas" e mais cooperação para restabelecer a liberdade de navegação o estreito de Ormuz, interrompida há seis meses."Embora alguns navios e as suas tripulações tenham conseguido sair do Golfo Pérsico, até 400 navios que transportam cerca de seis mil marinheiros não conseguiram partir em segurança desde o início do conflito", lamentou. Desde 28 de fevereiro, recordou, a OMI confirmou pelo menos 70 ataques à navegação internacional, que causaram a morte de 19 tripulantes.Em julho, o Conselho da OMI adotou uma resolução que apelou a "um regresso coordenado e sustentável à navegação livre" através do estreito de Ormuz.O mesmo texto sobre a proteção das rotas marítimas vitais reafirmava que o direito de passagem de trânsito através de estreitos utilizados para a navegação internacional não deve ser ameaçado, impedido, negado, dificultado, prejudicado ou suspenso.Dominguez alertou para a deterioração da segurança marítima em todo o mundo, desde o Mar Negro até ao Mar Vermelho e ao Golfo de Áden. "É necessária uma vontade política renovada e cooperação", defendeu.Desde 28 de fevereiro, data do início da ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel, que o Irão iniciou uma série de ataques para impedir a passagem de navios pelo estreito por onde normalmente passa 20% do fluxo global de crude.Entretanto, os EUA também decretaram um bloqueio aos portos do Irão, impedindo-o de exportar petróleo, para pressionar aquele país a negociar.O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelo Médio Oriente, também declarou hoje que o estreito de Ormuz está livre de minas marítimas.