07/02/2026 | Press release | Distributed by Public on 07/02/2026 11:46
A Prefeitura de Belo Horizonte dá início a uma nova era para a mobilidade urbana da capital com o lançamento do projeto Semáforos Inteligentes. Integrada aos Projetos Transformadores Mobilidade Para Todos e Cidade Inteligente, a iniciativa modernizará a gestão do tráfego por meio de inteligência artificial e monitoramento em tempo real. Nesta primeira etapa, cerca de 50% do parque semafórico passará a contar com aplicação de inteligência artificial e integração a sistemas de navegação, fornecendo ferramentas tecnológicas de ponta para auxiliar as equipes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMUR), da BHTrans e da Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob).
Diferente dos equipamentos tradicionais, que operam com tempos pré-programados e fixos, o semáforo inteligente funciona como um "cérebro eletrônico" na via. O sistema utiliza sensores e câmeras de alta tecnologia para monitorar o tráfego, calcula instantaneamente os ciclos ideais de sinalização por meio de algoritmos de IA e promove a comunicação em rede entre os cruzamentos da região. A estimativa é que os novos controladores comecem a ser instalados em agosto.
"Hoje é um dia muito importante para nós. A gente coloca definitivamente Belo Horizonte no patamar das principais capitais do mundo, mostrando para o belo-horizontino que nós vamos utilizar todas as tecnologias possíveis para melhorar a vida de quem mora na cidade ou daquele que passa pela nossa cidade", afirmou o prefeito Álvaro Damião. Ele ressaltou que o projeto está sendo estruturado também pensando nos pedestres.
A estimativa é que o impacto imediato no tempo de deslocamento é de 10% do tempo percorrido no trecho com o semáforo inteligente. "A IA tem uma curva de aprendizagem de aproximadamente 3 meses. Em 3 meses, estima-se que a gente vai ter a redução nos horários de pico de 30% a 35% no deslocamento total", explica o diretor-presidente da Prodabel, Fernando Lopes.
A transformação da mobilidade em Belo Horizonte está estruturada nos seguintes pilares estratégicos:
Substituição e Modernização dos Controladores Semafóricos: A primeira etapa já contratada prevê a atualização de aproximadamente 500 controladores. Os novos equipamentos, 100% inteligentes, serão instalados prioritariamente nos corredores de tráfego com maior fluxo de veículos e em vias com alto volume de transporte público, tais como avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos, Pedro II, Amazonas e pontos nas regiões do Barreiro e Venda Nova.
Plataforma Integrada: O sistema centralizará os dados de mobilidade em uma única plataforma. O ecossistema será integrado imediatamente a sistemas de navegação e, posteriormente, ao Muralha, unificando as informações de tráfego, segurança pública e videomonitoramento.
Priorização do Transporte Coletivo e Veículos Oficiais: Os algoritmos foram programados para dar preferência automatizada a ônibus e veículos de emergência (como ambulâncias e viaturas), além de permitir uma operação dinâmica e coordenada em eventos de grande porte na cidade.
Fortalecimento da Gestão (BHTrans e Sumob): As novas soluções tecnológicas chegam como aliadas fundamentais para aperfeiçoar o monitoramento diário feito pela BHTrans e Sumob. Com dados preditivos e controle ágil, os órgãos públicos ganham mais eficiência para responder de forma imediata a retenções, acidentes e imprevistos.
O planejamento de longo prazo da Prefeitura prevê a abertura de uma nova licitação (já em fase de instrução) para expandir progressivamente a tecnologia para todo o parque semafórico da cidade.
Impacto social e ambiental
Para o cidadão belo-horizontino, o impacto prático será percebido diretamente na redução do tempo de deslocamento e no aumento da qualidade de vida. A sincronização automatizada dos sinais permitirá a criação da chamada "Onda Verde", agilizando significativamente as viagens do transporte coletivo.
Além de diminuir os congestionamentos, o projeto traz um ganho sustentável alinhado às metas globais de desenvolvimento: com o tráfego fluindo melhor e os veículos parados por menos tempo, haverá uma redução considerável na emissão de poluentes na atmosfera. O propósito final do investimento em tecnologia é garantir menos tempo no trânsito e mais tempo para o cidadão viver a cidade.