PCdoB - Partido Comunista do Brasil

02/24/2026 | News release | Distributed by Public on 02/24/2026 15:09

PCdoB reúne novos dirigentes sindicais para debater desafios de 2026

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A Secretaria Sindical Nacional do PCdoB realizou, nesta terça-feira (24), reunião virtual com secretários, comissões e frações sindicais estaduais. Esta é a primeira do ano e após o 16º Congresso envolvendo essa frente de atuação. Em pauta, a apresentação dos novos dirigentes, atualização de conjuntura, calendário de lutas, eleições de outubro e a organização sindical dos comunistas.

O início do encontro foi marcado por homenagens ao histórico presidente do PCdoB, Renato Rabelo, e ao dirigente nacional Márcio Cabreira, falecidos neste mês de fevereiro.

Ao final da reunião, o secretário sindical do PCdoB, Nivaldo Santana, afirmou que, com base nas intervenções, será feita uma proposta de planejamento do trabalho dessa frente, a ser encaminhada para os dirigentes estaduais.

Conjuntura internacional

A primeira parte da reunião foi dedicada à análise de conjuntura, conduzida pela presidenta do PCdoB em exercício, Nádia Campeão. A dirigente iniciou abordando a complexidade do atual cenário internacional, marcado por relativo descenso do império estadunidense e pelo surgimento de uma nova realidade multipolar e a consequente reação agressiva a esse movimento por parte dos EUA, encabeçada pelo presidente ultradireitista Donald Trump.

Ela salientou que decorre desse quadro o chamado às guerras, a adesão ao neofascismo e ao protecionismo chauvinista por parte dos EUA. Como exemplos da nova doutrina levada a cabo pelo imperialismo, citou o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, as intervenções na Síria, o genocídio em Gaza (viabilizado por Israel com o apoio dos EUA), o assédio à Groenlândia, o cerco ao Irã e as novas sanções a Cuba.

Além disso, Nádia destacou outros eixos de atuação do governo Trump, entre os quais a busca pela não regulação de suas empresas, sobretudo as big techs; pelo domínio de fontes estratégicas de energia (com destaque para o petróleo) e das terras raras e pela ampliação de sua zona de influência para a América do Sul.

"Essa é uma situação muito perigosa e ameaçadora, em especial ao Brasil, pelo papel que desempenha na região", pontuou. Neste sentido, citou o incômodo que vem causando a Trump a defesa e a atuação de Lula em favor do multilateralismo.

Considerando esse quadro, Nádia reforçou que os comunistas devem ter como principais bandeiras a defesa da soberania (brasileira e dos demais países), a luta anti-imperialista, a denúncia da situação de Cuba e a solidariedade ao país e demais povos atacados pelos EUA.

Contexto nacional

No que diz respeito ao contexto nacional, Nádia salientou a importância das eleições deste ano - tanto para barrar e isolar a extrema direita quanto para fazer frente a esse cenário internacional e garantir que o Brasil siga, com Lula e as forças populares e de esquerda, na rota do desenvolvimento com distribuição de renda. Ela também chamou atenção para a importância de eleger bancadas comunistas, especialmente no Congresso Nacional.

"Nosso governo está bem posicionado, vem recuperando o país no pós-Bolsonaro, as condições econômicas estão melhores, programas sociais foram criados ou restabelecidos e são bem avaliados pela população. Também tivemos conquistas como a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, a política contínua de valorização do salário mínimo, com reajuste acima da inflação, o vale-gás, entre outras medidas que beneficiam diretamente o povo", lembrou.

Nádia citou também medidas relevantes como, por exemplo, o aumento do Imposto de Renda dos ricos; a regulamentação e o aumento na taxação das bets; o enfrentamento à PEC da Blindagem; o veto ao PL da Dosimetria; o enfrentamento ao tarifaço imposto por Trump e as condenações ao genocídio em Gaza e aos ataques à Venezuela.

A dirigente salientou, ainda, a importância de reforçar essas conquistas junto à população e também mostrar que a primeira coisa que a direita fará se voltar ao poder é acabar com tudo isso, colocar o país em posição subserviente em relação aos EUA e destruir o que não conseguiu durante o mandato de Bolsonaro. "Esse tipo de programa, nós já conhecemos bem. Temos de valorizar as conquistas desse governo e travar essa luta política junto à opinião pública", completou.

A presidenta em exercício ainda ponderou que o dever dos comunistas nesse próximo período é "defender o nosso campo política, as conquistas do governo, apontar perspetivas e alargar as forças políticas que apoiam o nosso projeto, para a formação de uma frente com capacidade de travar o debate com a população e vencer as eleições".

Dentre as principais tarefas do PCdoB nesse cenário, Nádia elencou, além da luta anti-imperialista, a luta social - principalmente em torno de pautas como o fim da escala 6×1, pela tarifa zero (que pode ser apresentada em breve pelo governo), contra o feminicídio e contra a manutenção dos altos juros -, além do empenho na eleição da bancada comunista.

Agenda sindical

O presidente da CTB, Adilson Araújo, falou sobre alguns dos principais pontos da agenda da frente sindical em 2026. Ele reforçou o papel central da batalha eleitoral deste ano e chamou atenção para a
Conferência Nacional do Trabalho, o Primeiro de Maio unitário e as convenções eleitorais.

Após as intervenções dos participantes, o secretário sindical do PCdoB, Nivaldo Santana, sublinhou a importância de os comitês estaduais tomarem medidas para fortalecer o trabalho sindical do partido em linha com a diretiva de revigoramento partidário, aprovada durante o 16º Congresso do PCdoB, cuja ênfase está nos trabalhadores e na juventude.

PCdoB - Partido Comunista do Brasil published this content on February 24, 2026, and is solely responsible for the information contained herein. Distributed via Public Technologies (PUBT), unedited and unaltered, on February 24, 2026 at 21:09 UTC. If you believe the information included in the content is inaccurate or outdated and requires editing or removal, please contact us at [email protected]