SISTEMA FAEP - Federacao da Agricultura do Estado do Parana

05/18/2026 | Press release | Distributed by Public on 05/18/2026 06:30

Na Califórnia, produtores do Paraná conhecem o uso de robôs no meio rural

Na Califórnia, produtores do Paraná conhecem o uso de robôs no meio rural

18 de maio de 2026
5 min. leitura

Delegação organizada pelo Sistema FAEP realizou visitas técnicas em empresas, fazendas e startups do Vale do Silício, nos Estados Unidos

O uso de robôs comandados por Inteligência Artificial (IA) no meio agropecuário norte-americano tem ganhado escala nos últimos tempos. A tecnologia já está presente em diversos negócios rurais nos Estados Unidos, principalmente na fruticultura, aplicação de defensivos agrícolas, combate a doenças e até manejo e análise de solo. A presença das máquinas nas lavouras tem permitido a tomada de decisão mais assertiva por parte dos produtores rurais, que utilizam a análise de dados em larga escala para reduzir custos de produção, principalmente com mão de obra, e prever a ocorrência de pragas.

FOTOS: confira no Flickr o álbum da Viagem Técnica Estados Unidos 2026

Esse ambiente de IA no meio rural tem despertado interesse na adoção de novas tecnologias no grupo de 40 lideranças rurais do Paraná, durante a viagem técnica promovida pelo Sistema FAEP, entre 12 e 23 de maio. Na primeira parte, a delegação formada por presidentes de sindicatos e outros líderes rurais, representantes de órgãos do setor e técnicos da entidade visitou empresas, fazendas e startups, no ecossistema de inovação do Vale do Silício, na Califórnia, que produzem alimentos com o uso da robótica nas atividades do campo.

Na Califórnia, lideranças rurais do PR conhecem aplicação de novas tecnologias no meio rural

"O objetivo desta viagem técnica é permitir que os nossos produtores rurais conheçam o uso da Inteligência Artificial e robótica aplicada ao meio rural. Essas tecnologias trazem economia ao custo de produção e ajudam num dos principais problemas atuais: a falta de mão de obra", destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, que também integra o grupo. "Os norte-americanos são referências, com diversos modelos de uso e negócio. Por aqui, a Inteligência Artificial já atua como ferramenta de interpretação e apoio à tomada de decisão", complementa.

Atualmente, o Vale do Silício tem vivido uma nova era, segundo Fernando Franco, CEO da Campfire, empresa dedicada a conectar pessoas a empresas locais. As tecnologias têm focado em serviços de uma forma geral, desde carros autônomos até desenvolvimento de robôs, inclusive para uso no meio rural. A região abriga mais de 220 unicórnios (empresas de tecnologia avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), contra 89 em Nova Iorque.

"O que acontece no Vale do Silício ecoa em todos os setores da economia dos Estados Unidos. Para se ter uma ideia, se Califórnia fosse um país, teria um PIB que a colocaria como a quarta maior economia mundial. Esse cenário só é possível graças à cooperação entre universidades, investidores e empresas, todos com a mesma mentalidade", afirma Franco.

Na Reservoir Farms, o robô chamado Emma realiza o monitoramento agrícola automatizado e a coleta de dados entre as fileiras do vinhedo, utilizando visão computacional e IA embarcada.

Com foco em análises laboratoriais do solo, EarthOptics desenvolve soluções de inteligência de dados que atendem produtores dos Estados Unidos, Brasil e em outros países. A proposta da empresa transcende a análise laboratorial tradicional do solo ao conectar dados físicos, químicos, biológicos e genéticos do solo para direcionar decisões estratégicas por parte do produtor rural. Os mapas de alta resolução gerados revelam desde a compactação do solo até o estoque de carbono.

"É possível integrar mapas digitais, indicadores biológicos, análises preditivas e recomendações agronômicas específicas para cada ambiente dentro da propriedade rural; tudo conectado em um único sistema integrado", explica Patrick Schwientek, CTO Chief Tecnology da empresa.

Como parte do roteiro técnico, a delegação do Sistema FAEP também conheceu a plataforma BovControl, voltada para a cadeia da pecuária, com ênfase na digitalização da atividade, uso de IA, rastreabilidade via tokenização e integração com mercados de crédito de carbono. Hoje, o sistema conta com mais de 100 mil fazendas em diversas partes do mundo, sendo 60% no Brasil.

"A BovControl ajuda o produtor a monitorar o rebanho em tempo real, otimizar custos e garantir a rastreabilidade exigida por frigoríficos, laticínios e mercados internacionais", conta Danilo Leão, fundador da empresa.

Duas visitas técnicas envolveram a produção de frutas. Na Orchard Robotics, a solução tecnológica chamada de Vineyard Robotics utiliza um trator, com câmera acoplada, para percorrer as linhas do vinhedo ou de outras culturas, capturando até 100 imagens por segundo, utilizando lentes com diferentes ângulos de visão para ampliar a capacidade de análise da cultura. O equipamento opera em diferentes condições, inclusive à noite, com iluminação própria, e pode ser configurado para captura unilateral ou bilateral, conforme a área monitorada.

Posteriormente, essas imagens capturadas no campo são convertidas em dados agronômicos detalhados, permitindo que o produtor acompanhe o desenvolvimento das plantas, identifique eventuais problemas e planeje as próximas etapas de forma mais assertiva.

"A plataforma realiza a contagem de brotos, cachos e frutos, identifica estágios de desenvolvimento, avalia estrutura da planta e gera estimativas produtivas antes mesmo da colheita", destaca Sierra Eaton, diretora da empresa, criada em 2022.

Já na Reservoir Farms, o robô chamado Emma realiza o monitoramento agrícola automatizado e a coleta de dados entre as fileiras do vinhedo, utilizando visão computacional e IA embarcada.

O robô consegue identificar doenças, detectar pragas, reconhecer deficiências nutricionais, realizar a contagem de plantas, monitorar falhas e análise de variabilidade dentro da área produtiva.

"O robô surgiu da necessidade de tornar a coleta de dados agrícolas mais acessível, rápida e precisa, principalmente em atividades de identificação precoce de doenças e anomalias nas lavouras", destaca Daniel Lee, CEO e cofundador da ferramenta, que já está presente em países dos cinco continentes, inclusive no Brasil.

O robô consegue identificar doenças, detectar pragas, reconhecer deficiências nutricionais, realizar a contagem de plantas, monitorar falhas e análise de variabilidade dentro da área produtiva. Emma tem autonomia de até dez horas por carga, com possibilidade de substituição rápida das baterias durante a operação. Atualmente, a solução consegue monitorar aproximadamente 16 hectares por dia, dependendo das condições do terreno e do tempo de operação.

"A análise é feita pela IA, sem necessidade de um agrônomo. Inclusive, o próprio produtor pode contribuir com fotos, arquivos ou relatos de voz. Isso otimiza a tarefa no campo", reforça Lee, CEO.

Relações com a Imprensa

O Departamento do Sistema FAEP desenvolve a divulgação das ações da entidade. Entre suas tarefas, uma é o relacionamento com a imprensa, incluindo a do setor agropecuário e também os veículos

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