Prefeitura de Porto Alegre

04/23/2025 | Press release | Distributed by Public on 04/23/2025 08:52

PGM aponta falhas no processo e pede revisão de decisão judicial em ação sobre enchente

PGM aponta falhas no processo e pede revisão de decisão judicial em ação sobre enchente

23/04/2025 11:36

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) protocolou, nesta terça-feira, 22, um pedido de reconsideração à Justiça sobre a decisão liminar que obriga Porto Alegre a informar, em até cinco dias, os bairros atendidos pelo sistema de proteção contra cheias. A solicitação é baseada no Código de Processo Civil, que atribui ao autor da ação - no caso, o Ministério Público (MP) - a responsabilidade de apresentar as provas e definir os limites da demanda.

Na petição, a PGM argumenta que, ao pedir indenização para moradores de determinados bairros, o MP deveria delimitar essas áreas e comprovar os fatos que embasam o pedido. Além disso, o município critica o fato de a ação ter sido ajuizada antes da conclusão do inquérito instaurado pelo próprio MP para investigar os impactos da enchente de 2024.

Para o procurador-geral do município, Jhonny Prado, a decisão fere princípios constitucionais e transfere à prefeitura uma obrigação que deveria ser do autor da ação. "Essa inversão de responsabilidades viola o devido processo legal. O Ministério Público tem os instrumentos legais para solicitar essas informações durante a fase de investigação, mas optou por entrar diretamente com a ação judicial", afirmou.

Ação coletiva - Na ação coletiva, o MP solicita que o município pague indenizações por danos materiais a todas as pessoas e empresas afetadas pela inundação de maio do ano passado. Também pede o pagamento de R$ 50 milhões por dano moral coletivo. A PGM estima que, caso o pedido seja aceito, o impacto financeiro para os cofres municipais pode chegar a R$ 4,7 bilhões - cerca de 40% do orçamento anual da cidade. O cálculo considera a extensão da área atingida, com aproximadamente 160 mil pessoas, e a média de valores fixados pela Justiça em ações similares.

A ação foi movida exclusivamente contra Porto Alegre, embora 95% dos municípios do Estado tenham sido afetados pela enchente. A prefeitura destaca que, segundo a Constituição Federal, a responsabilidade pela prevenção de desastres naturais é da União. Além de exigir a prestação de informações, a decisão liminar também suspendeu cerca de 1,3 mil ações individuais sobre a enchente que tramitavam na Justiça do Rio Grande do Sul.

Leia mais:
Município é intimado de liminar em ação que pode custar R$ 4,7 bilhões aos cofres públicos

Sandra Denardin

Lissandra Mendonça

Prefeitura de Porto Alegre published this content on April 23, 2025, and is solely responsible for the information contained herein. Distributed via Public Technologies (PUBT), unedited and unaltered, on April 23, 2025 at 14:52 UTC. If you believe the information included in the content is inaccurate or outdated and requires editing or removal, please contact us at [email protected]