01/14/2026 | Press release | Archived content
A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) saúda a libertação de cinco dos seis jornalistas presos por exercerem seu trabalho jornalístico na Venezuela. Os jornalistas foram libertados na terça-feira, 14 de janeiro de 2026, como parte de uma série mais ampla de libertações de detentos políticos anunciada pelas autoridades do país. Embora essas libertações representem um passo significativo, a ausência de informações oficiais sobre o destino e o paradeiro do jornalista Rory Branker, detido desde fevereiro de 2025, continua a gerar séria preocupação. Exigimos sua libertação imediata.
Nos últimos dias, as autoridades venezuelanas anunciaram e começaram a implementar a libertação de um número indeterminado de detentos políticos. Nesse contexto, os jornalistas Luis López(La Verdad), Leandro Palmar(LUZ Radio), Belices Salvador Cubillán(LUZ Radio), Nakary Mena Ramos(portal Impacto Venezuela) e Gianni González(portal Impacto Venezuela), que haviam sido detidos entre 2024 e 2025 em razão de seu trabalho jornalístico, foram libertados em 14 de janeiro de 2026. Até o momento, não foi confirmado publicamente se todas as acusações contra os jornalistas libertados foram definitivamente arquivadas ou se alguns ainda permanecem sujeitos a processos judiciais, medidas cautelares ou outras restrições.
Ao mesmo tempo, as autoridades não forneceram nenhuma informação oficial sobre a situação de Rory Branker(La Patilla), jornalista que permanece detido desde fevereiro de 2025. Após ter sido vítima de desaparecimento forçado em dezembro de 2025, a RSF revela que o jornalista está sendo mantido em uma prisão em Tocorón, no estado de Aragua.
"A RSF saúda a libertação dos jornalistas e reconhece a importância desse passo. No entanto, a falta de informações claras e verificáveis sobre sua situação jurídica e, em particular, sobre a situação de Rory Branker, continua sendo profundamente preocupante. A transparência é essencial: não pode haver garantias reais para o jornalismo enquanto acusações pendentes permanecerem abertas e as condições não forem especificadas. Reiteramos nosso apelo pela libertação imediata de Rory Branker.
Essas libertações ocorrem em meio a uma significativa incerteza política e institucional na Venezuela, após a agressão militar ilegal dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, que incluiu ataques aéreos e a captura e transferência do presidente Nicolás Maduro.
A liberdade de imprensa na Venezuela continua severamente restringida. Nas últimas semanas, jornalistas locais enfrentaram obstáculos para acessar informações oficiais e realizar seu trabalho em condições normais, enquanto veículos de imprensa estrangeiros e jornalistas continuam impedidos de entrar no país para cobrir de forma independente os desdobramentos políticos e sociais.