08/29/2026 | Press release | Distributed by Public on 08/29/2026 04:48
PROJECTO DE DISCUROS DE BOAS-VINDAS DE SUA EXCELÊNCIA EMBAIXADOR TÉTE ANTÓNIO, MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA REPÚBLICA DE ANGOLA, POR OCASIÃO DA 26ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO EXECUTIVO DA UNIÃO AFRICANA, PREPARATÓRIA À 21ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DA CONFERÊNCIA DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA UNIÃO AFRICANA, DEDICADA AO TEMA "REFORÇO DOS MECANISMOS DE PREVENÇÃO E RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS EM ÁFRICA"
LUANDA, AOS 29 DE AGOSTO DE 2026
Excelência Édouard Bizimana, Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Integração Regional e da Cooperação ao Desenvolvimento da República do Burundi e Presidente em exercício do Conselho Executivo da União Africana,
Excelências Senhoras e Senhores Ministros,
Excelência Mahmoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana,
Excelências Senhoras e Senhores Representantes das Comunidades Económicas Regionais e Mecanismos,
Excelências Senhoras e Senhores Representantes das Instituições Financeiras Africanas,
Ilustres convidados,
Minha Senhoras e meus Senhores,
Em nome do Governo da República de Angola, tenho a honra de desejar-vos as boas-vindas a Luanda, capital da República de Angola, por ocasião da 26ª Sessão Extraordinária do Conselho Executivo da União Africana.
O nosso encontro de hoje constitui uma etapa fundamental na preparação da 21ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo, dedicada ao tema "Reforço dos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos em África".
É aqui, nesta reunião ministerial, que recai sobre nós a responsabilidade de transformar as visões e orientações políticas em propostas concretas, aplicáveis e realistas, criando as condições necessárias para que as nossas mais altas autoridades possam decidir com confiança as principais medidas que contribuirão para consolidar a paz, a estabilidade e o desenvolvimento em África.
Excelências,
Caras irmãs e caros irmãos,
África continua a enfrentar desafios de grande dimensão, entre os quais se destacam os conflitos prolongados, as instabilidades institucionais, as ameaças transnacionais e as fragilidades económicas e sociais.
Estas realidades exigem de nós uma resposta concertada e credível.
O nosso papel é inequívoco, nomeadamente, na construção dos alicerces sólidos que permitam aos nossos Chefes de Estado e de Governo definir rumos com base em reformas sustentadas e eficazes.
Isto significa, entre outros, reforçar os mecanismos de prevenção, tornando-os mais proactivos e capazes de antecipar crises antes que estas se agravem, consolidar uma cultura de mediação credível e privilegiar uma solidariedade efectiva entre os Estados-membros, traduzida em apoio político, técnico e financeiro, para que nenhuma nação enfrente isoladamente os desafios da instabilidade.
Só assim poderemos garantir que as nossas decisões colectivas se transformem em resultados palpáveis e contribuam para uma paz sustentável em África.
Excelências,
A República de Angola, com base na sua experiência de reconstrução e de reconciliação, está convicta de que a cooperação regional e continental continua a ser o caminho mais seguro para alcançar uma paz duradoura no continente.
É precisamente neste contexto, que Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola e Campeão da União Africana para a Paz e a Reconciliação em África, tem sempre colocado as questões da paz e da segurança no centro da sua acção, considerando-as indispensáveis para o desenvolvimento e a integração do continente.
A Cimeira de Luanda traduz esta visão estratégica. Assim, aproveito esta ocasião solene para agradecer, de forma especial, à República irmã do Burundi, na qualidade de Presidente em exercício da União Africana, por ter considerado a realização desta importante reunião no centro das suas prioridades.
Excelências,
Caras irmãs e caros irmãos,
À luz da responsabilidade que nos foi confiada, importa que os trabalhos desta reunião ministerial se traduzam em propostas consistentes e operacionais.
O objectivo não é apenas produzir recomendações formais, mas assegurar que cada iniciativa tenha aplicabilidade concreta e resultados verificáveis. Devemos, por isso, privilegiar soluções que possam ser implementadas de forma imediata, acompanhadas de mecanismos de monitorização e de avaliação, para garantir que o impacto seja real e duradouro.
Desta forma, a Cimeira de Luanda não será apenas palco de declarações políticas, mas sim um espaço de construção de respostas práticas que reforcem a credibilidade da nossa acção colectiva e consolidem a confiança dos cidadãos africanos nas instituições continentais.
Nesta ordem de ideias, desejo agradecer ao Comité dos Representantes Permanentes (COREP), cujo trabalho rigoroso permitiu preparar o terreno para a nossa reunião ministerial, sendo que o seu empenho na análise técnica dos dossiers e na busca de consensos foi determinante para a conclusão dos projectos de documentos que analisaremos hoje.
Excelências,
Para terminar, reitero igualmente a minha gratidão a todos os Estados-membros que apoiaram a iniciativa da República de Angola, bem como à Comissão da União Africana, em particular a Sua Excelência Mahmoud Ali Youssuouf, Presidente da Comissão, e a Sua Excelência o Embaixador Bankole Adeoye, Comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, pelo acompanhamento constante e indispensável ao êxito desta Cimeira.
Faço o voto de que os nossos debates sejam marcados pelo rigor, pela franqueza e pelo espírito pan-africanista que nos une, para que a 21ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo represente um marco decisivo para o nosso continente.
Muito obrigado.