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06/26/2026 | Press release | Distributed by Public on 06/26/2026 06:31

Missão portuguesa de 60 elementos deverá partir hoje para a Venezuela

A missão portuguesa para ajudar nas buscas e salvamento após os sismos na Venezuela deverá partir hoje, anunciou esta sexta-feira o ministro da Administração Interna, sublinhando que Portugal está preparado para reforçar o apoio no terreno."Em princípio, no dia de hoje, seguirá um contingente com cerca de seis dezenas de profissionais da GNR, da Proteção Civil, do INEM, do regimento de sapadores de bombeiros, da saúde, uma força multidisciplinar, com o apoio das nossas Forças Armadas", disse Luís Neves aos jornalistas à margem da cerimónia militar de juramento de bandeira de 652 guardas provisórios da GNR em Portalegre.Fonte ligada à missão disse à Lusa que a equipa portuguesa é composta por 27 elementos da GNR, 15 do regimento sapadores bombeiros de Lisboa, 10 elementos do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.Segundo o ministro, nesta altura é preciso dar apoio ao povo venezuelano e aos portugueses que residem naquele país.Luís Neves avançou que Portugal vai também levar elementos da estrutura consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros "para ainda dar mais apoio às pessoas".O ministro explicou que nesta altura "há questões burocráticas a tratar", estando a missão portuguesa a desenvolver vários planos para avançar, nomeadamente verificar o local onde vai ficar o avião.Questionado pelos jornalistas sobre se este é o contingente adequado para dar resposta no terreno, Luís Neves garantiu que Portugal está preparado para dar uma resposta mais musculada."Os contingentes são aqueles que são possíveis organizar, como sabemos há outros países, às vezes os meios a mais depois acabam por se atrapalhar e, portanto, há aqui uma preparação e, se necessário for, substituir as pessoas ou um reforço, portanto esta é uma primeira avaliação, Portugal está disponível, tem mais gente preparada, gente muito capacitada", disse.Pelo menos nove portugueses e lusodescendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela.Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.Segundo o último balanço oficial, os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, com 38 segundos de intervalo, provocaram pelo menos 235 mortos e 4.300 feridos.Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital, Caracas, e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
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